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    <title>Globo</title>
    <description>Globo - Roraima</description>
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    <language>pt-br</language>
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      <title>&lt;![CDATA[Mulher sofre tentativa de feminicídio de ex-companheiro após pedir comida para filho em RR]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Caso foi atendido pela Polícia Militar de Caroebe, no Sul de Roraima.
Arquivo pessoal
Uma autônoma de 45 anos sofreu uma tentativa de feminicídio a facadas na tarde desta sexta-feira (29) em Caroebe, região Sul de Roraima. O suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, um homem de 35 anos, que fugiu do local e ainda não foi localizado.
Após escapar do ataque, a mulher relatou à PM que foi até o trabalho do suspeito para pedir alimentos destinados ao filho adotivo do casal. Ao encontrar o homem perto do local, ele atacou a autônoma com uma faca de mesa na região do peito e questionou o motivo da visita. 
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A vítima conseguiu escapar das agressões e foi levada ao Hospital de Caroebe. Na unidade de saúde, um médico atendeu a paciente e fez curativos nos ferimentos.
Os policiais fizeram buscas na área urbana do município para prender o autor, mas ele não foi localizado e segue procurado. 
O que é feminicídio?
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/mulher-sofre-tentativa-de-homicidio-de-ex-companheiro-apos-pedir-comida-para-filho-em-rr.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 19:31]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Jovem é preso suspeito de agredir o próprio irmão adolescente com pedaço de madeira em Boa Vista]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Jovem de 19 anos é preso após irmão mais novo denunciar agressões com pedaço de madeira em Roraima.
Divulgação/PCRR
Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante por agredir o próprio irmão, de 13, com um pedaço de madeira. O crime ocorreu nesta sexta-feira (29), no bairro Pintolândia, zona Oeste de Boa Vista. O agressor suspeitava de um furto de R$ 20.
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O adolescente procurou a Polícia Civil sozinho para denunciar as agressões. O menino tinha machucados visíveis nas mãos, nos braços e nos ombros.
Após a denúncia, os policiais foram à casa da família e prenderam o rapaz de 19 anos. Ele confessou o crime. Os agentes apreenderam a ripa de madeira usada na violência.
De acordo com a delegada Clarissa Pinheiro, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a atitude da vítima garantiu a resposta rápida.
As investigações apontam para uma discussão iniciada por dinheiro. O jovem mais velho bateu no irmão caçula com a madeira e, depois, com um chinelo.
“O que mais nos chamou atenção foi a coragem desse adolescente, que procurou a delegacia sozinho para relatar o que havia acontecido”, relatou Clarissa.
A polícia registrou o caso como lesão corporal no contexto de violência doméstica. O jovem passa por audiência de custódia neste sábado (30).
Agora no g1
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/jovem-e-preso-suspeito-de-agredir-o-proprio-irmao-adolescente-com-pedaco-de-madeira-em-boa-vista.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 16:20]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
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      <title>&lt;![CDATA[Detento foge da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, maior presídio de Roraima]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Joelson Santos da Silva de 21 anos, conhecido pelo apelido de "Maconha", foi capturado pouco depois de fugir da Pamc
Arquivo pessoal
Um preso identificado como Joelson Santos Silva, conhecido como "Maconha", fugiu da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista, na manhã deste sábado (30). Ele participava de uma atividade na escola da unidade quando conseguiu escapar por volta das 9h, mas foi capturado pouco depois, anos arredores do presídio.
"Maconha" e era da ala 7, espaço no presídio onde geralmente ficam os presos condenados em regime fechado. Ele foi condenado a mais 28 anos de prisão por matar e esquartejar Melquesedeque Ferreira Alves, de 23 anos, em 2020. O crime foi em Rorainópolis.
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A Pamc é o maior presídio de Roraima. Policiais penais que atuam na unidade relataram ao g1 que o detento retirou a algema quando estava póximo à escola, correu em direção ao muro e fugiu. 
No entanto, ele foi capturado por policiais penais no Said Salomão, bairro que fica próximo à penitenciária.
Em nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), pasta responsável pelo sistema prisional, informou que o detento, após ser capturado, "cumpre medidas disciplinares." Disse ainda que "após o ocorrido, foi feita a chamada individual nas alas e foi confirmada a presença de todos os reeducandos."
Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) é o maior presídio de Roraima e fica na zona Rural de Boa Vista
Marcelo Marques/g1 RR/Arquivo
Massacre na Penitenciária Agricola de Monte Cristo completa quatro anos em RR
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/fuga-penitenciaria-agricola-de-monte-cristo-pamc-maio-2026-roraima.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 14:26]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Mucajaí é quinto município de Roraima a decretar situação de emergência por causa das chuvas]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Fortes chuvas deixaram estradas vicinais alagadas em Mucajaí, no Sul de Roraima.
Reprodução/Redes sociais
Mucajaí decretou situação de emergência nesta sexta-feira (29) devido às fortes chuvas que atingem Roraima. É o quinto município roraimense a oficializar a gravidade dos danos causados pelo alto volume de água no período chuvoso.
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Classificada no decreto como Situação de Emergência de Nível II, até o momento, os principais transtornos confirmados no município são estradas vicinais completamente alagadas e intrafegáveis, além de danos em pontes de acesso, conforme relatos de moradores da região.
🔎 Entenda: A Situação de Emergência de Nível II se refere a desastres de média intensidade em que os danos e prejuízos causados são superáveis pelo poder público local, mas que ainda assim exigem o decreto de estado de anormalidade para facilitar ações de resposta.
A prefeitura de Mucajaí informou ao g1 que uma equipe técnica está em campo, para tentar chegar às localidades de difícil acesso. O Executivo municipal aguarda o retorno das equipes e o levantamento oficial da Defesa Civil para detalhar a extensão total dos impactos causados pelas inundações e o número exato de pessoas afetadas.
O que prevê o decreto
Segundo nota divulgada pela prefeitura neste sábado (30), o decreto executivo tem validade de 180 dias. O objetivo é garantir assistência rápida à população e agilizar a resposta ao desastre. Entre as principais medidas autorizadas pelo decreto estão:
Mobilização de órgãos: Fica autorizada a atuação integrada de todas as secretarias e órgãos municipais em ações de prevenção, socorro, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas.
Dispensa de licitação:  O município pode realizar contratações emergenciais sem licitação para adquirir bens, serviços e obras necessários para conter a crise. Os contratos terão prazo máximo de um ano, sem possibilidade de prorrogação.
Ações de resgate e evacuação: Em casos de risco iminente, as autoridades e os agentes da Defesa Civil estão autorizados a entrar em residências para prestar socorro ou realizar a evacuação de famílias. 
O texto também permite o uso de propriedades particulares, garantindo indenização posterior ao dono caso haja algum dano.
Cinco municípios em emergência
Até o momento, as fortes chuvas já levaram cinco municípios de Roraima a decretarem situação de emergência. Além de Mucajaí, enfrentam cenários críticos:
Bonfim: A força das águas levou três pontes e deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. O transporte de moradores e de mantimentos está sendo feito por barcos, com apoio dos Bombeiros.
Uiramutã: Com a queda de uma ponte, o município mais indígena do país ficou completamente isolado neste sábado (30). A água barrenta deixou os moradores e comunidades indígenas sem água potável, o que exigiu uma força-tarefa de distribuição.
Normandia: A cheia dos rios Maú e Cotingo rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de crianças sem aulas, forçando o deslocamento de famílias.
Rorainópolis: Cerca de 2 mil pessoas (400 famílias) foram afetadas. As chuvas causaram impactos diretos em 25 estradas vicinais, isolaram áreas rurais e provocaram alagamentos na área urbana.
Veja reportagem sobre as chuvas em Roraima
Chuva deixa comunidades indígenas isoladas em Roraima
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/mucajai-e-quinto-municipio-de-roraima-a-decretar-situacao-de-emergencia-por-causa-das-chuvas.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 13:56]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Normandia decreta situação de emergência devido às chuvas em Roraima]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Inundações deixam mais de 3,5 mil crianças sem aulas em normandia
A prefeitura de Normandia, no Norte de Roraima, decretou situação de emergência devido aos impactos causados pelas fortes chuvas que atingem o município nas últimas semanas. O decreto, assinado nesta sexta-feira (29) pelo prefeito Dr. Raposo (PP), tem validade de 180 dias.
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A medida municipal ocorre em meio a um cenário crítico de enchentes que já deixaram comunidades indígenas isoladas e milhares de crianças sem ir à escola. Segundo o documento, as chuvas intensas registradas desde o final do mês de abril elevaram o nível das águas e causaram o transbordamento dos rios Maú e Cotingo, além dos igarapés Inamará e Juruaquim. 
Neste sábado (30), o governo do estado reconheceu, por meio de decreto, a emergência no município e enviou ajuda humanitária com apoio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros (entenda mais abaixo).
A força das águas rompeu estradas e pontes e dificultou a trafegabilidade, o escoamento da produção e o acesso a hospitais e escolas. O avanço das águas já provocou o deslocamento de famílias para pontos mais seguros. 
Com o decreto emergencial, o município fica autorizado a mobilizar todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de resposta ao desastre e reconstrução dos cenários. A medida também permite a dispensa de licitação para a compra de bens e contratação de serviços essenciais de forma imediata. 
Agentes da Defesa Civil e autoridades estão autorizados a entrar nas casas para prestar socorro ou determinar a evacuação ágil dos moradores em caso de risco iminente.
Até agora, cinco municípios já declararam situação de emergência: Bonfim, Uiramutã, Rorainópolis, Normandia e Mucajaí. 
Ajuda humanitária e apoio federal
Com o reconhecimento da emergência por parte do governo do estado, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, enviou na manhã deste sábado (30) ajuda humanitária para as áreas afetadas em Normandia. 
Foram despachados fardos de água potável, 58 filtros ecológicos (fornecidos pela Fermah) e 58 cestas básicas (da Setrabes) para garantir suporte às vítimas das cheias.
O coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Anderson, explicou que a força-tarefa foca no atendimento inicial de cerca de 50 famílias localizadas no entorno da sede do município.
Foto da Defesa Civil mostra enchente em Normandia, que decretou situação de emergência por chuvas em Roraima.
Reprodução/Defesa Civil
"Ontem fizemos uma vistoria no município junto com o governador, verificamos áreas de risco e comunidades isoladas. Nossas equipes já estão a caminho com o apoio da Polícia Militar, da Secretaria dos Povos Indígenas e do Meio Ambiente, que compõem o gabinete integrado, para garantir essa resposta imediata", destacou o coronel.
O coordenador ressaltou ainda que o Estado conta com reforço direto do Governo Federal nas ações de socorro e diagnóstico. "Nesta madrugada, recebemos três técnicos da Defesa Civil Nacional que vieram fazer o reconhecimento in loco do nosso cenário. Eles estão nos auxiliando na confecção dos documentos para viabilizar todo o apoio federal necessário", completou.
Previsão de mais chuva e impacto em outros municípios
Normandia é o quarto município roraimense a decretar emergência e se junta a Rorainópolis, Uiramutã e Bonfim. Nos dois últimos, o Governo do Estado reconheceu a situação por meio de decreto.
Em Uiramutã, o volume de água causado pelas chuvas da madrugada deste sábado (30) destruíram a ponte sobre o rio Cambaru, principal via de acesso á sede do município mais ao Norte do Brasil. Equipes de infraestrutura já atuam de forma paliativa para manter a trafegabilidade. 
Segundo a Defesa Civil Estadual, municípios como Alto Alegre, Caroebe e São Luiz também já estudam a decretação de situação de emergência.
"Temos previsão de chuvas acima do normal para os meses de junho e julho. Por isso, estamos intensificando as ações para tentar minimizar os danos à população", alertou o coronel Anderson.
Comunidades isoladas e aulas suspensas
As medidas governamentais ocorrem após dias de transtornos e perdas para os moradores de Normandia. Cerca de 70 escolas municipais de Normandia tiveram as aulas suspensas, deixando 3,5 mil crianças sem estudar.
A prefeitura de Normandia destacou que cinco comunidades do Polo Santa Cruz — Santa Cruz, Jiboia, Macaco, Reforma e Serra Grande — ficaram isoladas após a água subir cerca de 80 centímetros acima da ponte da região. 
A água rompeu a cabeceira de outras travessias e, segundo a gestão municipal, ao menos sete comunidades indígenas estão isoladas, mas o número pode ser ainda maior. Outras 50 comunidades também enfrentam dificuldades de acesso.
Na quinta-feira (28), quatro profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste precisaram ser resgatados por um helicóptero do governo do estado após ficarem ilhados por três dias no Polo Santa Cruz. A casa de apoio onde os profissionais vivem e a Unidade Básica de Saúde (UBS) do local ficaram alagadas.
Aulas são suspensas por fortes chuvas e 3,5 mil crianças ficam sem aula em Normandia
Reprodução
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/normandia-decreta-situacao-de-emergencia-devido-as-chuvas-em-roraima.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 12:21]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Município avaliado com pior qualidade de vida do Brasil fica completamente isolado por chuvas]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Município avaliado com pior qualidade de vida do Brasil fica completamente isolado
O município mais indígena do Brasil, Uiramutã, ao Norte de Roraima, ficou completamente isolado. A ponte sobre o rio Cambaru, principal via de acesso à sede do município, foi levada pela força da correnteza na manhã deste sábado (30) e agravou a crise provocada pelas enchentes na região. Veja no vídeo acima.
Uiramutã: como vive população do município apontado como pior do Brasil em qualidade de vida
Com o rompimento da ponte, cerca de 15,5 mil habitantes — o equivalente a toda a população do município — ficaram ilhados. Na quinta-feira (28), a prefeitura já havia decretado estado de emergência devido ao transbordamento de pelo menos três rios e um igarapé, que deixaram mais da metade da população sem acesso terrestre.
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Em nota, a prefeitura de Uiramutã informou que acionou o gabinete de crise estadual. O Corpo de Bombeiros de Roraima, a Defesa Civil Municipal e equipes das secretarias de Obras e Saúde já se deslocam para o trecho rompido para avaliação técnica e atendimento à população, segundo o município.
Além das forças locais, a prefeitura acionou o Exército Brasileiro. Uma equipe da 1ª Brigada de Infantaria de Selva vai avaliar a viabilidade de instalação de uma ponte provisória (de transposição móvel) e o restabelecimento urgente do acesso. Ainda não há uma previsão para o reparo.
O governo do estado informou que equipes do Corpo de Bombeiros prestam apoio à Defesa Civil do município com a baldeação de moradores em áreas onde pontes se romperam e entrega de cestas básicas às comunidades ilhadas. 
Nesta sexta-feira (29), o governo de Roraima reconheceu, por meio de decreto, a situação de emergência no município. A medida garante maior agilidade nas ações de resposta e assistência humanitária, autorizando a mobilização de todos os órgãos do Estado para o monitoramento, restabelecimento de serviços e recuperação das áreas danificadas.
Para auxiliar as famílias isoladas, a Secretaria Municipal de Assistência Social iniciou a arrecadação de alimentos não perecíveis, roupas e materiais de higiene. Simultaneamente, a Secretaria de Obras trabalha na tentativa de abrir rotas alternativas.
A prefeitura ressalta que Uiramutã é caracterizada por relevo acidentado, com serras e planaltos, cortada por diversos rios e igarapés, com destaque para o Rio Maú, Rio Wailã e afluentes do Rio Cotingo, que se tornam críticos durante o período chuvoso.
Ponte sobre rio Cambaru, principal rota de acesso à sede do Uiramutã (RR) foi levada pela água.
Reprodução
Comunidades sem água potável e roças destruídas
O cenário já era crítico ao longo da semana. Segundo a prefeitura, as fortes chuvas que atingem todo o estado têm causado falta de água potável, perda de produtos agrícolas e restrição no acesso a serviços de saúde, educação e transporte.
Com a cheia dos rios, a água ficou barrenta e imprópria para consumo nas comunidades indígenas. Por isso, a Defesa Civil mantém uma força-tarefa de distribuição de água potável em regiões como Erenmutanken, Kumapaí, Nova Esperança e Caxirimã. Nenhuma dessas comunidades tem poços artesianos ou abastecimento de água encanada e dependem diretamente dos rios.
Os maiores impactos são nas comunidades que ficam nos arredores da sede do município. Registros mostram a cidade alagada, com roças destruídas e casas submersas. A Secretaria Municipal de Obras havia estimado, inicialmente, um prejuízo de R$ 200 mil devido à destruição de estradas e pontes.
Pessoas isoladas em comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima
Divulgação
Pior nota em ranking de progresso social
O cenário imposto pelas enchentes expõe vulnerabilidades históricas da região. Pelo terceiro ano consecutivo, Uiramutã registrou a pior qualidade de vida do Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) do instituto Imazon, com nota 42,44.
O levantamento avalia o acesso a necessidades básicas, bem-estar e oportunidades. No município, onde 96,6% da população se autodeclara indígena, a tranquilidade e a segurança relatadas pelos moradores contrastam com a falta de infraestrutura: estradas de terra precárias, escassez crônica de água potável e serviços públicos sobrecarregados.
O isolamento geográfico e a vulnerabilidade das vias são reclamações antigas. Por conta disso, o município tem o combustível mais caro do estado.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/municipio-avaliado-com-pior-qualidade-de-vida-do-brasil-fica-completamente-isolado-por-chuvas.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 10:45]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Uiramutã: como vive a população do município apontado como pior do Brasil em qualidade de vida]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Uiramutã: como vive população do município mais ao Norte do Brasil
"Deixe nada além de pegadas, tire nada além de fotos, leve nada além de saudades", diz a placa na entrada de Uiramutã, em Roraima, sobre as riquezas naturais do município. É o mesmo lugar que, segundo o Índice de Progresso Social (IPS), do instituto Imazon, tem a pior qualidade de vida do país.
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📊 Entenda: O IPS mede a qualidade de vida nos municípios com base em 57 indicadores sociais e ambientais reunidos em três áreas: Necessidades Básicas, Bem-Estar e Oportunidades. A nota vai de 0 a 100 e mostra como a população vive, e não somente o quanto a cidade produz ou recebe em investimentos. O Uiramutã tirou 42,44 e ficou no último lugar do país pelo terceiro ano seguido.
O título incomoda moradores, que destacam o patrimônio cultural e ambiental do território, marcado por um abandono estrutural histórico. 
🏡 Para entender a realidade por trás dos números e o que significa qualidade de vida em Uiramutã, onde 96,6% dos habitantes se autodeclaram indígenas, o g1 foi até a sede do município — principal ponto de acesso a serviços públicos da região, onde ficam a prefeitura, a Câmara Municipal, postos de saúde, comércios, pousadas e um posto da Polícia Militar.
"Na minha opinião, essa declaração está errada. Você pode andar meia-noite pela rua e ninguém mexe com você. Diferente de outros lugares", diz Valdinar dos Santos, de 62 anos, um dos moradores ouvidos pela reportagem. Há quase três décadas ele saiu do Piauí e vive na região: "É tanto que eu nem pretendo voltar".
"Aqui é sossegado, tem paz, tranquilidade, só precisa de pessoas para tomar conta do município", complementa a comerciante Cristiane Lima, de 47 anos. Ela acredita que embora o Uiramutã seja pacato, é necessário melhorar a gestão pública para progredir nos indicadores.
INFOGRÁFICO: raio-x de Uiramutã, município mais ao Norte do Brasil
Arte/g1
🗺️ Isolamento geográfico 
O desafio de viver no Uiramutã começa no trajeto. O município fica na tríplice fronteira do Brasil com a Guiana e a Venezuela, distante mais de 300 km de Boa Vista. Até a sede, a viagem dura mais de seis horas - cinco delas por estradas de terra precárias. Caminhonetes e veículos altos são recomendados para o percurso.
O acesso ao Uiramutã parte da BR-174, único trecho asfaltado, e segue pela BR-433. No período de chuvas em Roraima, a estrada de terra fica tomada por lama, buracos e atoleiros. O trajeto piora na RR-171, rodovia estadual que corta a região de serras, onde fica a sede do município.
Esse isolamento cobra um preço alto de quem vive na sede do município. No dia da visita, em 22 de maio, o litro da gasolina custava R$ 9,40 e o do diesel, R$ 9,50. É o combustível mais caro do estado.
O comerciante Eduardo Lima, de 24 anos, avalia que a estrada é o grande gargalo da economia local. "A estrada nunca mudou", afirma.
“Já aconteceu de ficarmos sem mercadoria por conta de alguma ponte que caiu ou quebrou alguma coisa. Os representantes públicos podem fazer alguma coisa, mas não fazem", diz Eduardo.
🚨 A vulnerabilidade descrita por ele reflete a atual crise do município. Nesta quinta-feira (28), a prefeitura de Uiramutã decretou estado de emergência após o transbordamento de rios e igarapés deixar mais de 8,7 mil pessoas (cerca de 56% da população local) isoladas e sem qualquer acesso terrestre.
Agora, pelo menos 16 comunidades indígenas do município enfrentam escassez de água potável, perdas agrícolas e paralisação de serviços essenciais. O temporal afetou 10 dos 15 municípios de Roraima e mobilizou uma força-tarefa do governo estadual.
Acesso ao Uiramutã passa por duas estradas precárias de terra, a BR-433 e a RR-171, que pioram com as chuvas.
João Gabriel Leitão/g1 RR
'Melhor lugar de se viver'
Embora o IPS tenha avaliado serviços essenciais, como saúde, saneamento e segurança, a régua de qualidade de vida parece não fazer sentido para quem vive a tranquilidade do Uiramutã, apesar das dificuldades.
Nas ruas da vila, o sentimento de pertencimento é forte. Valdinar reforça que as falhas apontadas pelo estudo não anulam o apego de quem escolheu a região como casa. "Não tem como dizer que o Uiramutã é o pior lugar de se viver. Na minha opinião, é o melhor", contesta.
Valdinar dos Santos, de 62 anos, mora em Uiramutã há quase três décadas.
João Gabriel Leitão/g1 RR
A comerciante Cristiane destaca o abandono do poder público em certas áreas, mas exalta a segurança. "Acho que é o único lugar em Roraima em que o seu filho brinca até duas horas da manhã numa praça sem ter assalto". 
No entanto, ela lamenta que o difícil acesso afasta os visitantes do potencial turístico rico em cachoeiras, corredeiras e áreas preservadas da região que concentra algumas das paisagens mais exuberantes do Norte do país.
"As cachoeiras são lindas, mas quem em Boa Vista quer vir passear, não consegue, porque o acesso pela estrada não permite", diz Cristiane.
A sensação de tranquilidade descrita pelos moradores da sede do município, no entanto, esconde uma vulnerabilidade que reflete nos indicadores. O município lidera os registros de violência sexual contra crianças e adolescentes indígenas na Amazônia Legal. 
Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta uma taxa de 443,5 casos por 100 mil habitantes, número muito acima da média regional, de 141,3. O levantamento foi divulgado em 2025, com dados coletados entre 2021 e 2023.
O Conselho Tutelar aponta que a violência no município ocorre, em grande parte, no ambiente intrafamiliar e em comunidades de difícil acesso. As estradas precárias atrasam o resgate das vítimas e o trabalho de acompanhamento feito pelos únicos cinco conselheiros da cidade e órgãos especializados (entenda mais abaixo).
💧❌ Falta de água e torneiras secas
Moradores de alguns bairros da sede do Uiramutã (RR) sofrem diariamente com má distribuição de água na vila.
João Gabriel Leitão
Ao caminhar pela sede do município, é possível ver obras em andamento, novas calçadas, casas e comércios em construção. A sede possui sinal de telefonia e internet móvel. No entanto, o crescimento esbarra, por exemplo, na falta de saneamento básico e água tratada.
A vila possui oito bairros, com casas de alvenaria e de barro, além de ruas com e sem asfalto. No bairro  Baixada, um dos mais novos, a falta de energia elétrica e a escassez de água viraram rotina. Moradores relatam passar até cinco dias sem uma gota nas torneiras e improvisam caixas d’água no chão.
O vendedor Wilisson Cubilian, de 34 anos, que vive na Baixada com a esposa e dois filhos, estava sem água havia três dias durante a visita. Ao g1, ele contou que a população aguarda há oito anos pela perfuração de um novo poço artesiano.
"A gente não tem mais nada a fazer, só esperar a solução deles e do governo. A gente está na serra e tem água nos arredores todinhos, mas aqui é difícil. A gente não paga água, mas precisa", pontua o pai de família.
O professor Robson Nascimento, de 46 anos, precisou pagar R$ 50 a caminhões particulares, que extraem água de poços artesianos e vendem em galões de mil litros, para encher um reservatório improvisado em casa.
"A gente liga para o responsável da Caer, e ele fala que a gente não paga água, então é por isso que sofre com isso. Eu, pelo menos, ainda posso comprar uma caixa d'água. Mas imagina as famílias mais humildes?", questiona.
O vereador Rômulo Lima (PDT), que também mora na região da Baixada, afirma que as demandas foram repassadas ao governo do estado e à prefeitura. "É bastante complicada a situação. Principalmente no período de verão a gente tem muita dificuldade com a água nas comunidades indígenas, e mesmo no período de chuva falta água. Principalmente tratada", explica.
O acesso à água foi avaliado no IPS, no quesito de Necessidades Humanas Básicas, que mede se a cidade atende às necessidades essenciais de sobrevivência da população. O Uiramutã ficou com a menor nota do país no quesito.
Responsável pelo fornecimento de água, a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) informou que ampliou o sistema de abastecimento do município nos últimos anos com a construção de cinco poços artesianos, um reservatório e quatro mil metros de rede de distribuição. 
Para atender aos bairros Baixada e São Francisco, a companhia concluiu a licitação para perfurar mais dois poços e prevê a construção de um novo reservatório de 50 mil litros.
🏛️ Serviços públicos sobrecarregados
Sede do Conselho Tutelar do Uiramutã (RR), que opera com apenas cinco conselheiros tutelares.
João Gabriel Leitão/g1 RR
O tamanho do território e o isolamento logístico sufocam os servidores, que se desdobram para atender as centenas de comunidades isoladas e para entregar serviços essenciais como saúde e proteção social.
Em uma das unidades básicas de saúde, a José Júlio, a farmácia estava abastecida e visitas domiciliares eram realizadas por equipes multiprofissionais, segundo a diretora Luana de Carvalho. Contudo, atendimentos mais complexos exigem viagens exaustivas até Boa Vista. "O desafio mesmo é enfrentar a estrada", resume a diretora.
Na área de assistência social e proteção às crianças, o cenário revela ainda mais sobrecarga. O município conta com cinco conselheiros tutelares para cobrir todo o território. Um deles é Fábio de Souza. Ele conta que as dificuldades logísticas para alcançar comunidades isoladas atrasam resgates e acompanhamentos.
"Às vezes, na comunidade indígena, não é só uma criança dentro do grupo familiar, às vezes são várias. Tanto ela como essas outras crianças têm que ser acompanhadas", lamenta.
A rede de apoio a vítimas praticamente não existe. O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) funciona com apenas uma assistente social e não conta com psicólogo, assim como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
A assistente social do Cras, Karlleide Pinho, de 38 anos, conta que a falta de profissionais afeta campanhas preventivas. "As maiores dificuldades que temos são por conta da parte geográfica, e também em relação a profissionais virem para cá", relata. 
Segundo ela, dois psicólogos e dois assistentes sociais aprovados em um processo seletivo realizado no ano passado desistiram de atuar no município. 
O que diz a prefeitura
Serviços público tem dificuldade em acessar todas as 200 comunidades indígenas do Uiramutã (RR).
João Gabriel Leitão/g1 RR
Uiramutã não é um município com características comuns. Grande parte dos 13.751 habitantes vive nas 222 comunidades espalhadas pelo território, de mais de 8 mil km², inserido na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
A prefeitura, no entanto, pondera que medir o progresso social de comunidades indígenas com os mesmos critérios de áreas urbanizadas pode gerar distorções.
A chefe de gabinete do prefeito Tuxaua Benísio (Rede), Eliane Cavalcante, de 40 anos, reconhece os problemas de saneamento e infraestrutura, mas defende que o modo de vida tradicional das comunidades indígenas tem formas próprias de compreender bem-estar e qualidade de vida.
"Se a gente for a uma comunidade indígena, não necessariamente não ter sinal de internet ou não ter água encanada significa que seja um lugar ruim de se viver. É um modo cultural”, explica.
“Não é só porque não tem sinal de internet nas comunidades [que a qualidade de vida é ruim], as pessoas foram criadas assim. É um município longe, com suas diversidades, suas especificidades. Mas não é um lugar ruim de se viver. Discordo dessa ideia totalmente", defende Eliane.
Segundo a chefe de gabinete, no dia da visita, o prefeito estava ausente. Ela informou que a prefeitura busca parcerias para melhorar o cenário do município, mas a gestão lida com a falta de recursos e barreiras ambientais. 
A prefeitura de Uiramutã também defende que a oferta de serviços às comunidades indígenas também depende das decisões tomadas pelos próprios povos em cada localidade. 
Segundo o município, a implementação de serviços passa por assembleias comunitárias em que os moradores decidem coletivamente quais estruturas e atendimentos desejam receber. 
Além disso, a logística da região dificulta a oferta dos serviços. Eliane afirmou que o abastecimento de água é responsabilidade do governo estadual, por meio da Caer, enquanto o município atua na abertura de poços artesianos e busca recursos. 
Sobre as estradas, destacou que obras em áreas indígenas dependem de aprovações ambientais e das comunidades. "Há uma burocracia muito grande", resume.
🛣️ A responsabilidade pelas rodovias federais, como a BR-433, é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), enquanto as estaduais, são de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Seinf).
Em nota, o Dnit informou que realiza obras de melhoria na pista da BR-433 para facilitar o tráfego, mas ressaltou que não há contrato vigente para asfaltamento do trecho. Já a Seinf comunicou que a manutenção da RR-171 começa após o período chuvoso e que abriu processo para estudo de viabilidade de pavimentação da rodovia.
Cultura não pode justificar abandono, alerta antropóloga
A antropóloga Lêda Leitão Martins pondera que indicadores nacionais de qualidade de vida podem, em algum aspecto, não refletir completamente o que significa "viver bem" para povos indígenas, já que comunidades tradicionais possuem outras formas de compreender bem-estar, desenvolvimento e qualidade de vida.
"Acho que agentes públicos, políticos usam um discurso cultural pra mascarar violências por parte do Estado brasileiro, ou de agentes do Estado ou de parte de políticas públicas que não são implementadas ou são implementadas de uma forma que traz mais prejuízos do que benefícios", diz.
Ela alerta ainda que diferenças culturais não podem ser usadas para justificar ausência de políticas públicas e abandono estrutural dos responsáveis, como é o caso de Uiramutã.
"Autonomia e respeito pela questão cultural não significam dizer: 'Os indígenas têm direito à sua cultura, então têm que ficar como sempre viveram e nada pode ser mudado'. Os povos indígenas têm uma capacidade enorme de absorver novas tecnologias, de criar uma inteligência e uma sensibilidade para lidar com conhecimentos novos sem perder quem são."
Sede do Uiramutã, município mais ao Norte do Brasil, em Roraima
Ronny Alcântara/Rede Amazônica
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/30/uiramuta-como-vive-a-populacao-do-municipio-apontado-como-pior-do-brasil-em-qualidade-de-vida.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 04:00]]&gt;</pubdate>
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      <title>&lt;![CDATA[Governo de Roraima decreta situação de emergência em Bonfim e Uiramutã por conta das chuvas]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Dois municípios já decretaram após inundações e comunidades isoladas
O Governo de Roraima reconheceu por meio de decreto a situação de emergência nos municípios de Bonfim e Uiramutã em razão dos impactos severos causados pelas chuvas intensas. A medida, anunciada nesta sexta-feira (29) pelo governador Soldado Sampaio (Republicanos), tem validade inicial de 180 dias.
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O decreto estadual tem como objetivo garantir maior agilidade nas ações de resposta e assistência às comunidades indígenas e áreas rurais que estão ilhadas após o rompimento de estradas e pontes com o transbordamento de rios e igarapés.
Com a decisão, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos do governo para atuar no monitoramento, assistência humanitária, restabelecimento de serviços e recuperação das áreas danificadas. 
Para isso, o estado deu início à Operação Resposta Imediata, que já atua diretamente no enfrentamento da crise, no resgate de pessoas isoladas e na recuperação estrutural de estradas e vicinais.
Para dar rapidez ao socorro, o documento estadual permite a realização de contratações diretas, sem necessidade de licitação, exclusivamente para ações necessárias ao enfrentamento da emergência. 
Além disso, em casos de risco iminente, agentes de proteção e defesa civil estão autorizados a ingressar em propriedades particulares para prestar socorro ou determinar evacuação, garantindo a segurança da população.
Pontes e estradas: Mais da metade da população fica isolada por impactos das chuvas em Bonfim
Rios transbordaram: Metade da população Uiramutã está isolada após chuvas
Vicinais afetadas: Rorainópolis é terceiro município a decretar emergência
Gabinete de crise: Governo de Roraima convoca bombeiros de férias para atender regiões afetadas pelas chuvas
Alunos sem aula: 3,5 mil alunos afetados em Normandia: 'Não há condições'
Municípios em emergência
Antes do reconhecimento estadual, os prefeitos dos municípios de Bonfim e Uiramutã já haviam decretado estado de emergência. Com ao menos 400 famílias afetadas, nesta sexta-feira (29), Rorainópolis se tornou o terceiro município roraimense declarar. 
Em Bonfim, a prefeitura estima que há 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. A situação de isolamento se agravou após três pontes serem levadas pela água nas regiões do Jacamim, Marupá e Camaleão. O transporte dos moradores e o envio de mantimentos vêm sendo realizados de barco, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Ponte foi levada pelas fortes chuvas no Bonfim
Raquel Maia/Rede Amazônica
No Uiramutã, o município mais indígena do Brasil, a situação é igualmente crítica. O transbordamento de pelo menos três rios e um igarapé isolou cerca de 8,7 mil pessoas, o que corresponde a 56,1% da população local. O isolamento afetou 16 comunidades indígenas. Com a cheia, a água do rio ficou barrenta e imprópria para o consumo, deixando os moradores sem água potável e forçando a Defesa Civil a realizar uma força-tarefa de distribuição.
Rio transbodou e alagou moradia de comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima
Defesa Civil Municipal/Divulgação
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/29/governo-de-roraima-decreta-situacao-de-emergencia-em-bonfim-e-uiramuta-por-conta-das-chuvas.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-29 21:03]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Servidor acusa secretária da Sesp de obrigar a usar camisa e ir à convenção de governador interino]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Servidor acusa secretária da Sesp de obrigar a usar camisa e ir à convenção de governador
Um servidor da Secretaria de Segurança Pública de Roraima (Sesp) denunciou que funcionários da pasta foram obrigados a usar camisa amarela e a participar da convenção partidária do governador interino e candidato ao governo na eleição suplementar, Soldado Sampaio (Republicanos). 
A orientação, segundo ele que preferiu não se identificar por medo de perseguição, foi dada pela secretária da pasta, a delegada Eliane Gonçalves. Ela foi nomeada para a pasta por Sampaio, um dia após ele assumir o governo.
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A convenção ocorreu em 17 de maio, no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Nova Querência, no bairro Aeroporto, em Boa Vista. 
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo informou que a secretária de Segurança "não expediu qualquer determinação institucional para participação de servidores em evento político-partidário, tampouco condicionou presença, manifestação pública de apoio ou compartilhamento de imagens a qualquer atividade funcional". Leia a íntegra da nota mais abaixo.
O g1 também procurou a secretária e o governador sobre o assunto, mas não recebeu resposta até a última atualização.
Secretária da SESP, Eliane Gonçalves, e Soldado Sampaio, governador interino de Roraima.
Reprodução/Instagram
O servidor afirmou em denúncia à Rede Amazônica que a convocação para o evento foi feita durante uma reunião em 14 de maio, no prédio da secretaria. O encontro, segundo ele, deveria apresentar a nova secretária aos servidores, o que não ocorreu. 
"Todo mundo se sentiu constrangido e obrigado a ir para esse evento", afirmou o servidor.
Ainda segundo o relato, Eliane disse na ocasião que esperava todos os servidores na convenção. Ele afirmou ainda que percebeu um clima de intimidação durante a reunião, com preocupação sobre gravações.
"No dia da reunião, na verdade não houve a real apresentação da secretária. Ela simplesmente chegou na frente de todos os servidores, pediu para um policial observar quem estava gravando ou filmando e só falou: 'olha, aqui todo mundo é [da] Segurança Pública, né? Então, vocês já estão sabendo do evento no domingo', e [disse] que esperava todo mundo lá", contou.
Comunicação em grupo oficial de WhatsApp
Servidor denuncia que funcionários da Sesp foram obrigados a usar camisa e ir à convenção política em Boa Vista (RR).
Reprodução
Após a reunião, uma servidora ligada à secretária enviou um comunicado sobre a convenção em um grupo oficial de WhatsApp da pasta, usado para avisos internos. Cerca de 4h depois, a chefe de gabinete da secretária enviou o mesmo comunicado. 
Na sequência, Eliane afirmou que estava no Palácio, disse que conversou com a equipe e sugeriu o uso de camisa amarela no domingo, dia da convenção, que representaria o candidato. Na mensagem, também afirma que é proibido o uso de carros oficiais. A cor amarela tem sido usada na campanha de Sampaio.
Segundo a denúncia, no dia do evento os servidores foram orientados a “prestar contas” com o envio de fotos que comprovassem a presença na convenção. As imagens foram enviadas no grupo de mensagens oficial. 
"Os servidores comissionados ficam nessa insegurança. Se não for, podem perder o emprego. Então, todos foram obrigados. Ali havia um recado muito bem dado. Se não fosse, ainda mais que tinha que prestar contas, provar que foi, todo mundo se sentiu constrangido e obrigado a ir para esse evento" afirmou. 
Mensagens foram enviadas em um grupo oficial de comunicação da Sesp.
Reprodução
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O servidor disse também que novas convocações ocorreram depois, inclusive para uma reunião com um deputado estadual no bairro Tancredo Neves, zona Oeste de Boa Vista. De novo, com presença obrigatória de todos os servidores. 
Conduta pode gerar processo
Condutas como a da secretária, caso seja comprovada relação com o impedimento da liberdade eleitoral, podem configurar assédio eleitoral e resultar em processo. 
O procurador da República em Roraima, Miguel de Almeida Lima, alerta que é necessário cautela, tendo em vista que o ambiente de trabalho não deve ser usado como espaço de campanha política.
"Em princípio a gente tem que entender que se há um ambiente de trabalho, é um ambiente de trabalho, não um ambiente de propaganda política. É claro que as pessoas podem conversar, mas uma ferramenta de trabalho não é uma ferramenta de propaganda política partidária", disse.
Segundo o procurador, existem atos proibidos para autoridades públicas durante o período eleitoral. Ele afirmou que, de modo geral, coação, pressão ou ameaça que violem a liberdade de voto são considerados ilícitos e podem ser punidos.
Nomeada pelo governo interino
Delegada da Polícia Civil de Roraima, Eliane Gonçalves assumiu a Secretaria de Segurança Pública em 1º de maio, primeiro dia do mandato de Soldado Sampaio como governador interino do estado. 
Sampaio era  presidente da Assembleia Legislativa e assumiu o governo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinar a realização de um novo pleito. 
Nota do governo
A Secretaria de Comunicação Social esclarece que, conforme apuração, o grupo de WhatsApp mencionado na reportagem não é um canal oficial de comunicação institucional da Secretaria de Segurança Pública, não integra os meios formais de comunicação da Pasta e não foi criado pela atual gestão.
Trata-se de um grupo criado por iniciativa de servidores, com participação voluntária de integrantes da instituição, sem vinculação administrativa ou caráter oficial.
A Secretaria informa ainda que, a secretária de Estado da Segurança Pública, delegada Eliane Gonçalves, não expediu qualquer determinação institucional para participação de servidores em evento político-partidário, tampouco condicionou presença, manifestação pública de apoio ou compartilhamento de imagens a qualquer atividade funcional.
Em relação ao ofício citado, o documento teve finalidade exclusivamente administrativa e destinou-se à convocação de diretores, chefes de divisão e responsáveis por departamentos para reunião de apresentação e alinhamento da nova gestão da Pasta, sem qualquer relação com atividades de natureza eleitoral ou partidária.
Por fim, a Secom reafirma que não houve orientação oficial para participação em convenções partidárias e que eventual manifestação política de servidores ocorre no âmbito individual, observados os limites e garantias previstos na legislação vigente.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/29/servidor-acusa-secretaria-da-sesp-de-obrigar-a-usar-camisa-e-ir-a-convencao-de-governador-interino.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-29 19:05]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:48:48]]&gt;</datahora>
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      <title>&lt;![CDATA[Chuvas afetam dezenas de vicinais e prefeitura de Rorainópolis decreta situação de emergência]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Desastres causados pelas chuvas em vicinais de Rorainópolis, no Sul de Roraima.
Reprodução/Defesa Civil
A prefeitura de Rorainópolis, na região Sul de Roraima, decretou situação de emergência nesta sexta-feira (29), devido aos estragos causados pelas chuvas intensas que atingem o município. Defesa Civil estima que ao menos 400 famílias já foram afetadas, o equivalente a 2 mil pessoas.
O decreto, assinado pelo prefeito Pinto do Equador (Republicanos), se baseou em um parecer técnico da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e tem validade inicial de 90 dias, mas pode ser prorrogado por mais 90. 
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De acordo com o relatório, as chuvas acima da média histórica que atingem Rorainópolis desde o fim do mês de abril, causaram enxurradas de alta velocidade e afetaram a sede do município, a zona rural e a região do Baixo Rio Branco.
Classificada no decreto como Situação de Emergência de Nível II, foram registrados impactos diretos em 25 estradas vicinais. O volume de água provocou o transbordamento de rios e igarapés, isolou áreas da zona rural e obrigou o deslocamento de famílias para locais seguros. 
Ainda segundo a Defesa Civil, além de prejudicar a mobilidade e o escoamento da produção na zona rural, o cenário afeta diretamente a população ao dificultar o acesso a serviços básicos essenciais, como hospitais e escolas. O órgão tem apoio do Corpo de Bombeiros nos atendimentos.
Na área urbana, foram registrados alagamentos em vias públicas e danos em um prédio da administração. Além disso, também houve assoreamento de rios, erosão do solo e destruição parcial de vegetações.
Pontes e estradas: Mais da metade da população fica isolada por impactos das chuvas em Bonfim
Rios transbordaram: Metade da população Uiramutã está isolada após chuvas
Gabinete de crise: Governo de Roraima convoca bombeiros de férias para atender regiões afetadas pelas chuvas
Alunos sem aula: 3,5 mil alunos afetados em Normandia: 'Não há condições'
Medidas excepcionais autorizadas
Com o decreto de emergência, o município fica autorizado a realizar compras de bens e contratações de serviços sem a necessidade de licitação por até um ano, desde que focadas na resposta ao desastre e reabilitação do cenário.
Agentes da Defesa Civil e autoridades administrativas também receberam respaldo legal para agir de forma incisiva em casos de risco iminente. 
A prefeitura liberou a entrada em propriedades particulares para prestar socorro ou determinar a pronta evacuação de moradores, além do uso de propriedades privadas mediante indenização posterior em caso de dano.
Dois municípios também decretaram
Bonfim e Uiramutã já haviam decretado estado de emergência ao longo desta semana. Juntos, os dois municípios somam mais de 16 mil pessoas afetadas pelas chuvas. O governo de Roraima reconheceu a situação nos dois municípios nesta sexta-feira (29).
Em Bonfim, a prefeitura estima que há 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. A situação de isolamento se agravou após três pontes serem levadas pela água nas regiões do Jacamim, Marupá e Camaleão. O transporte dos moradores e o envio de mantimentos vêm sendo realizados de barco, com apoio do Corpo de Bombeiros.
No Uiramutã, o município mais indígena do Brasil, a situação é igualmente crítica. O transbordamento de pelo menos três rios e um igarapé isolou cerca de 8,7 mil pessoas, o que corresponde a 56,1% da população local. O isolamento afetou 16 comunidades indígenas. Com a cheia, a água do rio ficou barrenta e imprópria para o consumo, deixando os moradores sem água potável e forçando a Defesa Civil a realizar uma força-tarefa de distribuição.
Roraima segue em alerta para temporais; chuva forte também atinge outras regiões do país
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/29/rorainopolis-decreta-situacao-de-emergencia-devido-as-chuvas-em-roraima.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-29 18:58]]&gt;</pubdate>
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