<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0">
  <channel>
    <title>Globo</title>
    <description>Globo - Rio Grande do Sul</description>
    <link>#</link>
    <language>pt-br</language>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Governo federal autoriza 71 leitos em Minas Gerais para pacientes com doenças respiratórias]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[O Ministério da Saúde autorizou, por meio de portaria, a abertura de 71 leitos de hospital pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes cidades de Minas Gerais para atendimento a pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Também foram autorizados leitos em Goiás e no Rio Grande do Sul.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp 
O estado vem sofrendo com o impacto das doenças respiratórias, em pleno período de maior circulação de vírus, e tem tido lotações de unidades hospitalares. O Boletim Infogripe, da Fiocruz, desta quinta-feira (28), aponta Minas Gerais entre os estados onde os casos de SRAG seguem aumentando.
Em Belo Horizonte, por exemplo, o Hospital João Paulo II chegou a ter 100% de ocupação no último fim de semana (veja vídeo). Neste sábado, postos de saúde da capital mineira abriram para a campanha de imunização contra a influenza.
Casos de doenças respiratórias lotam hospitais em Belo Horizonte
Investimento de R$ 8,6 milhões
O investimento federal previsto para os novos leitos em Minas é de R$ 8,6 milhões, que deverão ser voltados para 16 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, 31 UTIs pediátricas e 24 Leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar (LSVP) pediátricos. 
Deverão ser contemplados municípios como Unaí, no Noroeste do estado, Janaúba, no Norte, e São Sebastião do Paraíso,, no Sudoeste.
A TV Globo entrou em contato com o governo de Minas para saber em que unidades os leitos serão abertos, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
GO e RS contemplados com mais leitos
Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (30), junto com Minas, Rio Grande do Sul e Goiás também foram contemplados com portarias que habilitam aberturas de leitos. 
No começo de maio, a Fiocruz emitiu nota informando que a maior parte do país estava em alerta devido aos aumentos dos casos de síndrome respiratória grave.
Desde abril, hospitais mineiros têm apresentando alta nos atendimentos motivados por doenças respiratórias. No começo daquele mês, o hospital infantil João Paulo II, na capital mineira, já apresentava aumento de 65%.
Vídeos mais vistos do g1 Minas]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/30/governo-federal-autoriza-71-leitos-de-hospital-em-minas-gerais-para-atender-pacientes-com-doencas-respiratorias.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/iAoujqxfgIuPSc2-a5UaWTHUISg=/1280x0/filters:format(jpeg)/https://thumbor.globoi.com/unsafe/fit-in/1280x720/s03.video.glbimg.com/deo/vi/30/16/14641630</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 19:48]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[VÍDEO: Casa desaba parcialmente em Estância Velha, no RS]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Casa desaba parcialmente em Estância Velha, no RS
Uma casa desabou parcialmente em Estância Velha, município da Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a Defesa Civil, não houve feridos.
A propriedade estaria passando por obras. Segundo Kairo Campos, coordenador da Defesa Civil de Estância Velha, o proprietário suspeitava que as intervenções pudessem afetar a estrutura.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
"O proprietário que foi atingido comentou que já vinha conversando há uns dias com o pedreiro porque estava achando que a escavação estava se aproximando demais da casa dele, mas não acionou a Defesa Civil. Se houvesse o acionamento, iríamos vistoriar o local e tomar as medidas que forem necessárias", declarou.
Ele afirmou que o responsável da obra estava no local quando a corporação chegou para atender à ocorrência. Ele foi notificado a entregar, no prazo de 48h, toda a documentação referente ao projeto e à execução da obra, assim com um laudo técnico dos danos causados na casa e quais as medidas para restaurar a estrutura danificada.
Casa desaba parcialmente em Estância Velha, no RS
Defesa Civil de Estância Velha/Divulgação
Casa desaba parcialmente em Estância Velha, no RS
Defesa Civil de Estância Velha/Divulgação
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/casa-desaba-parcialmente-em-estancia-velha-no-rs.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/N2RPO9NgJTTiOLpkC7vA4W2J2dI=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Y/U/deNkUXQKegyxYqydxiqg/g1-2-.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 19:29]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA['Buscamos que não haja desagregação da centro-direita', afirma Caiado sobre negociações com Zema]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Ronaldo Caiado participa do lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Marcos Ozanan/Divulgação
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), comentou, durante agenda no Rio Grande do Sul neste sábado (30), sobre as negociações com Romeu Zema (Novo) para uma composição na eleição ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Minas Gerais também mantém pré-candidatura própria para presidente.
“É lógico que estamos conversando, mas buscando neste primeiro momento que não haja uma desagregação da centro-direita. Que possamos chegar harmônicos lá no segundo turno, para que problemas que ocorram com um candidato ou outro não venham a afetar ali o projeto maior que é vencer as eleições do PT, bater o Lula. Esse é o foco principal”, declarou.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
“Vamos dialogando, vendo se é possível antes do primeiro turno. Se não, estarmos alinhados no segundo turno”, completou Caiado.
O PSD trabalha com dois cenários e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, já passa a admitir a possibilidade de uma chapa puro-sangue na disputa presidencial. Ou seja, ter candidatos a presidente e a vice-presidente da sigla. 
Agora no g1
Caiado e Zema devem voltar a se encontrar no início de julho, conforme o próprio goiano afirmou ao g1. A data da reunião não foi confirmada.
Caiado lançou com Leite candidato à sucessão no RS
Ao lado do governador gaúcho Eduardo Leite, Caiado participou do lançamento da chapa que irá concorrer à sucessão do governo estadual, encabeçada pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB).
O evento ocrreu durante a manhã deste sábado (20), na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo a organização, cerca de 7 mil pessoas participaram do evento, entre quadros políticos e apoiadores de MDB, PSD, União Brasil, PRD, Solidariedade e Agir.
“O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui”, declarou Caiado em apoio a Gabriel.
O pré-candidato à Presidência chegou ao Rio Grande do Sul na sexta-feira (29). O político cumpriu agenda em Caxias do Sul, na Serra, e depois retornou à capital gaúcha. À noite, ele participou de um jantar com aliados.
O pré-candidato a vice-governador Ernani Polo (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD), também vão participar do evento.
Em abril, o ex-governador de Goiás visitou Porto Alegre para participar do painel de presidenciáveis no Fórum da Liberdade. A ocasião marcou o primeiro encontro entre Caiado e o atual governador Eduardo Leite (PSD), após o partido escolher Caiado para representar a sigla, em vez do político gaúcho.
Caiado participa de lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Pablo Reis/Divulgação
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/05/30/buscamos-que-nao-haja-desagregacao-da-centro-direita-afirma-caiado-sobre-negociacoes-com-zema.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/JgXU35MwAFe7FJC4CVU-9mYC8jo=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/v/O/jemEf4Rm2EPuABA3uy6Q/g1-2026-05-30t172755.611.jpg</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 17:52]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[‘Não queria acreditar, é algo bem grave’, diz prefeito sobre caminhão encontrado após 10 anos enterrado no RS]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Caminhão de prefeitura desaparecido há quase 10 anos é encontrado enterrado em terreno
O caminhão-caçamba desaparecido há 10 anos e encontrado enterrado em um terreno público às margens do Arroio Ferrabrás, próximo ao centro de Araricá, na Região Metropolitana de Porto Alegre, causa preocupação à Prefeitura. O veículo pertenceria ao município e foi achado após um levantamento de patrimônio realizado no começo de 2025.
"Começamos a ouvir as pessoas que trabalham aqui e disseram: 'olha, esse caminhão foi enterrado na beira do arroio'. A gente não queria acreditar, porque é algo bem grave, é um crime ambiental, tem vários problemas", afirmou o prefeito Oseas Cardoso.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
Segundo a prefeitura, o último registro oficial de movimentação do veículo é de 2014, quando chegou a ser multado em Porto Alegre. No entanto, há o registro de uma imagem do Google que supostamente mostraria o caminhão trabalhando em uma terraplanagem no município em 2017.
A suspeita é de que o desaparecimento tenha ocorrido entre 2017 e 2018. O prefeito afirmou que circulavam boatos indicando o local onde o veículo estaria enterrado. 
Equipes foram enviadas à área para verificar as informações e localizaram o maquinário. 
"Falei para o pessoal: 'vamos ver, vamos pegar as máquinas e começar a fazer buraco em torno do arroio para ver se temos alguma coisa. Para nossa surpresa, o operador da máquina encontrou. Fiquei sem acreditar", disse.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e tentar identificar os responsáveis por enterrar o patrimônio público. A investigação tenta descobrir quando exatamente o caminhão foi enterrado, quem ordenou e quais seriam as motivações. Além, disso, também apura a ocorrência de possíveis crimes ambientais.
Caminhão de prefeitura desaparecido há quase 10 anos é encontrado enterrado em terreno público no R
Jaisson Mateus/Prefeitura de Araricá
Caminhão de prefeitura desaparecido há quase 10 anos é encontrado enterrado em terreno público no RS
Jaisson Mateus/Prefeitura de Araricá
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/nao-queria-acreditar-e-algo-bem-grave-diz-prefeito-sobre-caminhao-encontrado-apos-10-anos-enterrado-no-rs.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/xtVCcWfCXKPUgObU9z7o2seIQqw=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/T/Y/fHKd0ZQ4SvOEZ4WpNBcg/g1-2026-05-30t155644.096.jpg</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 15:36]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[‘Daria tudo pra trocar de lugar com ela', diz mãe da primeira vítima de caso tratado como vicaricídio no RS]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Primeiro indiciado por por vicaricídio no RS é preso por suspeita de matar enteada
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul registrou o primeiro indiciamento por vicaricídio no estado. O caso aconteceu no dia 10 de maio, em Garruchos. Segundo a investigação, um homem de 35 anos supostamente matou a enteada de 15 anos para se vingar da ex-companheira.
🔎 Vicaricídio: O crime, incluído no Código Penal em abril, tipifica a ação de matar alguém próximo a uma mulher com o objetivo de causar punição, sofrimento ou controle a ela. 
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
"Todos os dias eu sinto falta dela. Pergunto pra Deus: por que não eu? Ela tinha tudo ainda pela frente. Era meiga, doce, companheira. Eu daria tudo pra trocar de lugar com ela. Ele tirou o futuro dela em troca de nada, porque cismou que eu tinha outro relacionamento", afirma Greice, a mãe, que prefere se identificar apenas com o primeiro nome.
Jackson Machado Borges segue preso pelo assassinato de Carla Giovana Siqueira Duarte. Segundo a investigação, o homem cometeu o crime por não aceitar o processo de separação e por suspeitar de que a ex-mulher estivesse em um novo relacionamento.
Greice e Jackson estavam juntos há cerca de 10 anos e moravam na mesma casa com quatro filhos — dois do primeiro casamento dela e dois do casal. A mãe relatou a proximidade que a vítima tinha com o padrasto.
"Ele considerava as meninas também filhas dele, que ele criou. Quando a gente se conheceu, a minha mais velha tinha acabado de fazer 5 anos, e a mais nova ia fazer 3 aninhos ainda. Ela sempre dizia que a relação deles era tão boa que ela sempre falava: 'o meu pai da certidão, ele pode ter me registrado, mas meu pai mesmo é o Jackson'".
Ela olhava pra ele e dizia: 'eu te amo, pai', e ele abraçava ela e dizia 'te amo, filha'", conta Greice.
A relação era tão próxima que Carla fez questão de entrar com o padrasto em seu baile de debutantes, organizado pela Prefeitura de Garruchos. "No baile de debutante dela, ela não quis colocar o nome do progenitor, ela colocou o nome dele como pai. Ele a apresentou à sociedade", relembra a mãe.
Na noite do crime, apenas Jackson, os dois filhos biológicos dele e a enteada estavam na casa. Greice relata que trocou mensagens com o ex-companheiro durante a madrugada.
"Mandei mensagem pra ele, perguntei das crianças, só que já tinha umas 20 mensagens dele dizendo que eu estava com outro, que eu estava traindo ele, que eu não tinha ido buscar emprego nada. E daí eu perguntei das crianças, ele me disse que as estavam bem, dormindo, e fomos conversando até as 6 da manhã."
Imagens de câmeras de monitoramento de um posto de saúde de Garruchos mostram Jackson chegando de bicicleta às 6h48. Ele furta um carro da prefeitura e volta em direção à residência. Segundo a polícia, ele já havia matado Carla, mas retornou para retirar os dois filhos biológicos do local e incendiar a casa.
"Quando foi 7 e pouco da manhã, uma vizinha de lá me mandou uma foto. Diz ela: 'tua casa tá pegando fogo, onde é que vocês estão?'. E eu entrei em desespero, comecei a ligar para um e para outro. Só o que passava na minha cabeça era que ele tinha se matado e colocado fogo na casa e matado meus filhos junto", relata Greice.
O delegado regional de São Luiz Gonzaga, Anderson Diego Pettenon, afirma que a motivação do crime ficou clara logo após a captura. 
"No momento da prisão, ele refere aos policiais, naquele momento de tensão e pós-captura dele, ele confessa aos policiais que teria, então, executado a menor, a enteada, pra fins de atingir a mãe dela, a ex-companheira dele, pelo fato de ele ter tomado conhecimento de que ela estaria em outro relacionamento."
Casos anteriores não podem ser enquadrados
A nova lei, no entanto, não retroage para punir crimes cometidos antes de sua vigência. Em março do ano passado, em São Gabriel, Tiago Ricardo Felber, 40 anos, atirou o próprio filho, Théo Ricardo Ferreira Felber, de cinco anos, de uma ponte de 15 metros de altura para se vingar da ex-mulher, que estava em um novo relacionamento.
A criança sofreu traumatismo craniano, foi atendida no hospital, mas não resistiu. O laudo apontou que o menino apresentava sinais de esganadura, o que teria ocorrido na noite anterior, e que estava vivo quando foi arremessado.
"O fato criminoso, então, ainda que sobrevenha uma alteração legislativa, ela não retroage e ainda que pendente, por exemplo, uma investigação ou pendente de julgamento, ela não retroage à data dos fatos, exceto se fosse para beneficiar o réu, explica o delegado da Polícia Civil de São Gabriel, Daniel Severo.
Tiago segue preso em Lavras do Sul e é réu por homicídio qualificado. A Justiça determinou que ele seja submetido ao Tribunal do Júri, mas a defesa recorreu e o processo está em análise no Tribunal de Justiça, sem data para o julgamento.
A nova tipificação também se aplica a adolescentes em conflito com a lei. Em 14 de abril, quase uma semana após a sanção da lei do vicaricídio, um adolescente de 16 anos atirou contra dois primos, de seis e 12 anos, em São Gabriel.
"A investigação demonstra que ele fez isso para se vingar da mãe da vítima de 6 anos, ele tinha um relacionamento amoroso com ela, esse relacionamento havia acabado no dia ou nos dias anteriores", afirma o delegado Severo.
As crianças foram socorridas com ferimentos no ombro, na boca e em uma das mãos, sem risco de morte. O caso é tratado como ato infracional análogo a vicaricídio tentado. O adolescente foi recolhido ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Santa Maria e transferido para Porto Alegre.
O que é o vicaricídio
O que é vicaricídio? RS registrou primeiro indiciamento pelo crime
Até abril, o ato de assassinar alguém para causar sofrimento a uma mulher, não tinha um nome específico no Brasil, sendo enquadrado como homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos. Com a mudança na legislação, o vicaricídio passou a prever penas mais rígidas, variando de 20 a 40 anos de prisão, e foi incluído na lei dos crimes hediondos.
A qualificadora não se restringe a filhos. Ela se aplica à morte de pais, dependentes, enteados ou qualquer pessoa sob responsabilidade direta da mulher. A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença da mulher; contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou em descumprimento de medida protetiva de urgência.
O professor universitário e delegado regional de polícia Sandro Meinerz explica a dinâmica do delito. 
"Ele mata uma pessoa com o objetivo de ferir outra, então por isso que a gente fala, é um assassinato por substituição, o assassinato do substituto. Ele quer ferir psicologicamente a vítima e por isso mata outra pessoa, quer dizer, ele mostra uma perversidade, uma crueldade muito grande."
O que dizem as defesas
A defesa de Jackson Machado Borges, do caso de Garruchos, está sendo feita pela Defensoria Pública do RS, que afirmou que não irá se manifestar no momento.
A Defensoria, que também é responsável pela defesa de Tiago Ricardo Felber, do caso de São Gabriel, afirmou que recorreu da decisão que levou o réu a júri popular. O recurso está em análise pela Justiça.
Nota na íntegra da defesa de Tiago
"A defesa do réu interpôs recurso contra a decisão de pronúncia. No momento, o processo aguarda a apreciação pelo Tribunal. Caso a decisão seja mantida, os autos retornarão à origem para o regular prosseguimento, ocasião em que será designada a data da sessão do Tribunal do Júri."
Adolescente morre em incêndio dentro de casa e padrasto é indiciado por vicaricídio em Garruchos
Luciano Resmini/ SB News
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/daria-tudo-pra-trocar-de-lugar-com-ela-diz-mae-da-primeira-vitima-de-caso-tratado-como-vicaricidio-no-rs.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/f0AbIux4GjpDluA0u0OxefBIgoA=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/D/A/AFwp3LRWmi3eOxFzaZ0Q/g1-2026-05-20t183411.949.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 12:32]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Carro bate em árvore e ocupantes morrem atingidos por tronco em Lajeado]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Carro bate em árvore e ocupantes morrem atingidos por tronco em Lajeado
Duas pessoas morreram após o carro em que elas estavam bater numa árvore e ser esmagado, na madrugada deste sábado (30), na ERS-130, em Lajeado, no Vale do Taquari. O motorista era um jovem de 19 anos. A passageira não teve a identidade divulgada até a última atualização desta reportagem.
O casal seguia em direção a Arroio do Meio, quando o carro saiu da pista e bateu numa árvore no acostamento. A força do impacto fez as raízes se desprenderem do solo. O tronco caiu e esmagou o veículo. 
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
A ocorrência foi atendida pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). As causas do acidente são investigadas. 
Árvore esmaga veículo em Lajeado
Ângelo Rockenbach/Rádio Independente
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/carro-bate-em-arvore-e-ocupantes-morrem-atingidos-por-tronco-em-lajeado.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/cwY03PgFLs12wwCgDvYYdCTcttg=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/2/E/RZIAKcQBi8RkSxcSVa7g/g1-21-.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 10:24]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Caiado participa de lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Caiado participa de lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Pablo Reis/Divulgação
O pré-candidato à Presidência da PSD, Ronaldo Caiado, participa, neste sábado (30), do lançamento da pré-candidatura do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB) ao governo do estado. O evento começa às 9h30, na Zona Norte de Porto Alegre.
Segundo a organização, cerca de 7 mil pessoas participaram do evento, entre quadros políticos e apoiadores de MDB, PSD, União Brasil, PRD, Solidariedade e Agir.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
Na ocasião, foi divulgado o jingle e slogan da futura campanha de Gabriel no estado: "100% Rio Grande", título que dá nome à chapa majoritária. 
“Hoje mostramos a força de uma caminhada construída em todas as regiões do Rio Grande do Sul”, discursou o pré-candidato ao Palácio Piratini.
“O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui”, apoiou Caiado.
O pré-candidato à Presidência chegou ao Rio Grande do Sul na sexta-feira (29). O político cumpriu agenda em Caxias do Sul, na Serra, e depois retornou à capital gaúcha. À noite, ele participou de um jantar com aliados, incluindo Gabriel Souza, e lideranças do setor produtivo.
O pré-candidato a vice-governador Ernani Polo (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD), também vão participar do evento.
Em abril, o ex-governador de Goiás visitou Porto Alegre para participar do painel de presidenciáveis no Fórum da Liberdade. A ocasião marcou o primeiro encontro entre Caiado e o atual governador Eduardo Leite (PSD), após o partido escolher Caiado para representar a sigla, em vez do político gaúcho.
Agora no g1
Caiado participa do lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Rodrigo Ziebell/Divulgação
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/ronaldo-caiado-participa-de-lancamento-da-pre-candidatura-de-gabriel-souza-ao-governo-do-rs.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/PYMlmCJ0Q7W4gpkM9c4xNqw5L1M=/1280x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/p/9yJCJuTketzv66XLEAyg/whatsapp-image-2026-05-30-at-12.08.17.jpeg</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 09:04]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Indústria gaúcha exporta 460 mil quilos de erva-mate por mês para Síria]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Indústria gaúcha exporta 460 mil quilos de erva-mate por mês para a Síria
Com o início da colheita da erva-mate, uma fábrica de Venâncio Aires (RS) iniciou o processamento da nova safra do produto. A indústria beneficia a planta para o consumo interno e exporta cerca de 460 mil quilos mensais para o Oriente Médio, principalmente para a Síria.
O processo de produção da erva verde tradicional, consumida no Brasil, dura cerca de 24 horas. O trabalho começa em uma filial no Paraná, onde ocorre o sapeco. Essa etapa leva 15 minutos e serve para quebrar as enzimas da planta.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
Em seguida, a erva passa pela secagem, que leva de 45 minutos a três horas, dependendo do maquinário utilizado. Depois, o material segue para o cancheador, equipamento responsável pela trituração inicial. O produto chega à matriz no Rio Grande do Sul num formato mais rústico.
Em Venâncio Aires, a planta é colocada no soque para definir a moagem, que pode ser grossa, tradicional ou premium. "Após isso, o processo é o misturador, que define a quantidade de talos e de folha. Depois, direto vai para o envase", explica o coordenador de inovação da ervateira, Miguel Heck.
O tipo exportado para a Síria tem um padrão diferente do consumido no Brasil; é semelhante ao argentino. A erva apresenta folhas mais grossas, cor pálida e sabor mais intenso. Para atingir essa característica, o produto fica estocado por um período de oito a 12 meses antes de ser embalado.
O formato da erva muda o preparo e o consumo da bebida. O tipo brasileiro, por ser mais fino, permite a modelagem do tradicional 'morro' na cuia. O padrão exportação não permite esse tipo de montagem, pois na Síria, cada pessoa utiliza a própria cuia, e apenas a água circula entre os consumidores.
Além da Síria e Argentina, a indústria de Venâncio Aires também exporta erva-mate para Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai.
Além da Síria, erva-mate também é exportada para Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai.
Ricardo Gais/RBS TV
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/industria-gaucha-exporta-460-mil-quilos-de-erva-mate-por-mes-para-siria.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/Fn3EefCwSWX4Aeq_koTXrE6Quhk=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/L/r/eBJwtZSumFcW47MhDCfQ/g1-19-.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 08:00]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Atleta de Caxias do Sul corre uma maratona por dia para bater recorde mundial]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Maratonista de Caxias do Sul se prepara para bater recorde mundial
O educador físico e ultramaratonista Alexandre Silvestrin, de 43 anos, busca quebrar um recorde mundial em Caxias do Sul, na Serra. Desde junho do ano passado, ele corre uma maratona por dia — cerca de 42 km — com o objetivo de ultrapassar a marca de 367 provas em 365 dias.
O recorde atual marca pertence ao brasileiro Hugo Farias, que completou 366 maratonas em 366 dias. Para superar a marca, Alexandre acumula mais de 15 mil quilômetros percorridos, o que equivale a mais de dois meses ininterruptos de corrida.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
Esta não é a primeira tentativa do atleta. No ano passado, uma lesão por estresse no fêmur interrompeu o desafio aos 89 dias. Ele encerrou aquele ano com 189 maratonas concluídas, fez trabalhos de reforço e fisioterapia, e decidiu recomeçar o planejamento.
"Eu tinha tudo para desistir, mas fui atrás, me condicionei para retomar. Pensei: por que não continuar e por que não ir além? Vou fazer algo diferente, vou quebrar um recorde", relembra.
A rotina exige disciplina e resistência. O educador físico relata que já saiu para correr durante a madrugada, entre meia-noite e três da manhã, em busca da linha de chegada diária. "Eu digo que 99% é mente e 1% é corpo. E ali a minha mente está muito fortalecida", afirma.
Para sustentar o ritmo, Alexandre concilia os treinos com o trabalho e a vida pessoal. Ele destaca que a corrida depende de descanso, alimentação, suplementação e hidratação adequadas. O atleta também recorre a profissionais de massoterapia, fisioterapia e quiropraxia.
"O mais fácil é correr, e não é força de expressão. Eu tenho uma rotina bem difícil, trabalho, tenho vida pessoal. Tenho uma filha de seis anos e a minha esposa, então não é fácil", explica o educador físico.
Ele conta que a filha, Helena, já diz querer ser corredora quando crescer. "Se eu não inspirar as pessoas na minha casa, eu não cumpri o meu papel. A palavra-chave para mim é acreditar. Eu sempre acreditei que isso seria possível", conclui Alexandre.
Atleta de Caxias do Sul corre uma maratona por dia para bater recorde mundial
Alexandre Silvestrin/Arquivo Pessoal
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/atleta-de-caxias-do-sul-corre-uma-maratona-por-dia-para-bater-recorde-mundial.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/QFuNwFndz5F0wj1aBPV7KDOnSe4=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/B/bwoMYxQUmnQ4WK63BhAQ/g1-17-.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 06:28]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA['Casa de lata': brasileira relata como é rotina intensa e desafios de viver e trabalhar em cruzeiros pelo mundo]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Brasileira relata como é rotina e desafios de trabalhar em cruzeiros
Trabalhar viajando pelo mundo, acordar em países diferentes e conhecer culturas diversas pode soar como um sonho. No entanto, por trás das paisagens paradisíacas e das fotos nas redes sociais, existe uma rotina intensa e, muitas vezes, solitária para quem vive dentro de um navio de cruzeiro.
Aos 41 anos, a gaúcha Fabiana Cuty, natural de Porto Alegre, conhece bem essa realidade.
"A moeda sempre vai ter dois lados", resume. "Por mais que a gente chame o navio de casa de lata, tu tem que abrir mão de muita coisa. É um estilo de vida bem diferente do nosso".
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
Funcionária de uma companhia italiana, ela soma cerca de dois anos e meio de trabalho embarcada. Hoje, atua no shopping do navio, cuidando da organização visual das lojas, vitrines e produtos. 
"O último navio em que eu estive tinha uma capacidade para quase sete mil pessoas, mais de 300 metros de comprimento e 16 andares. Então, é uma cidade, lá dentro tem tudo", explica.
Uma escolha de vida
A trajetória de Fabiana nos cruzeiros começou em 2009, quando embarcou pela primeira vez após uma seleção em Porto Alegre. Depois de uma pausa de cerca de dez anos, ela decidiu voltar à vida no mar, desta vez, com planejamento e apoio da família.
"É uma vida em que a gente tem que ter objetivos, seja de novas culturas, conhecer lugares, pessoas, experiência profissional ou então objetivos econômicos", afirma.
No entanto, apesar de gostar da experiência, ela reconhece que o ritmo não é sustentável a longo prazo.
"Acredito que não é o estilo de vida para o resto da vida. É bem cansativo. Mas, enquanto der, a gente vai indo e tendo um crescimento profissional", comenta.
Fabiana Cuty trabalha em um cruzeiro
Arquivo pessoal
Uma rotina sem folga
Apesar do cenário que pode parecer turístico, o trabalho a bordo exige resistência.
"Ficamos sete meses a bordo, trabalhando todos os dias", revela. "Nós temos horários de descanso, obviamente".
No caso do shopping, a rotina depende do itinerário do navio. Em dias de navegação, ou seja, quando não há paradas, a jornada costuma começar às 9h30 e se estender até perto da meia-noite.
As lojas do shopping do navio fecham sempre que o cruzeiro está atracado em um porto. Isso acontece porque os estabelecimentos operam como free shops, seguindo regras específicas de comércio internacional.
Contudo, mesmo quando o navio está atracado, o trabalho não necessariamente para. A equipe também é responsável por tarefas como receber mercadorias, organizar estoque, precificar produtos e preparar as lojas para o dia seguinte.
Vida em cabine
Se o trabalho é intenso, a vida pessoal também passa por adaptações. Os tripulantes vivem em cabines pequenas, geralmente compartilhadas, com estrutura bem diferente da rotina em terra.
"A gente divide a cabine, eu geralmente com uma outra mulher do meu departamento, mas a gente dorme em beliches. Então, por exemplo, eu sou alta, tenho 1,75 metro, eu não consigo sentar. Então, o simples fato de chegar na minha casa e sentar na minha cama pra ler um livro, isso é um luxo", expõe. 
Assim, pequenos hábitos do cotidiano ganham outro significado quando se vive meses longe de casa.
"É engraçado. Eu chego em casa e eu vou cozinhar, vou refogar uma cebola e eu fico ali um tempinho cheirando a cebola sendo refogada porque lá a gente não cozinha", conta.
Gaúcha Fabiana Cuty trabalha em um cruzeiro
Arquivo pessoal
Uma família em alto-mar
Em meio à rotina exigente, a convivência com pessoas de diferentes países se torna uma das principais marcas da experiência.
"Todo mundo se dá muito bem, desde o menino que lava o prato, o que limpa o chão, até o capitão", conta.
No dia a dia, a troca cultural é constante, seja no trabalho, na convivência ou até na alimentação. Dentro do navio, pessoas de diferentes partes do mundo compartilham histórias e costumes. Essa diversidade aparece de forma concreta nos momentos de lazer, especialmente nos jantares temáticos organizados para a tripulação, que reúnem pratos típicos de diferentes países.
"Tem jantar temático da Índia, jantar temático oriental para os nossos colegas que são da Filipina ou da Indonésia, então são comidas típicas. Depois, tem a noite latina, que daí tem comida brasileira, peruana", conta Fabiana.
Além disso, a experiência favorece o aprendizado de idiomas. Fabiana fala inglês, espanhol, francês e está aprendendo italiano.
"Tu sempre acaba aprendendo uma palavra hindu, filipina, em português, e assim vai, a gente sempre aprende expressões novas, é bem bacana", comenta.
Entre viagens e escolhas difíceis
Gaúcha Fabiana Cuty trabalha em um cruzeiro e conhece diversos lugares pelo mundo
Arquivo pessoal
A possibilidade de conhecer diversos países é um dos atrativos do trabalho. Em alguns momentos, há tempo livre para explorar destinos, ir à praia ou participar de excursões organizadas para a tripulação.
"Em um dia tu está na França, no outro na Espanha e assim por diante", resume.
Mas nem sempre é possível aproveitar. Em alguns portos, parte da tripulação precisa permanecer a bordo por questões de segurança. Em outros, o cansaço fala mais alto e a preferência é dormir na cabine.
Além das viagens, o trabalho também oferece uma série de benefícios práticos que ajudam a compensar a rotina intensa. A empresa arca com custos importantes, como passagens aéreas, hospedagem antes do embarque e alimentação a bordo, além de oferecer estrutura de saúde dentro do próprio navio.
Maternidade à distância
Se a rotina exige disciplina, o maior desafio de Fabiana está na vida pessoal. Mãe de uma adolescente de 15 anos, ela passa até sete meses longe da filha e não titubeia quando responde qual o maior desafio da carreira:
"Ficar longe da minha filha, com certeza".
A comunicação com a adolescente é mantida diariamente por mensagens. Ainda assim, ela busca formas de se fazer presente.
"Tudo é pensando nela. Então, a gente estuda junto pelo celular, eu sempre ligo para eles, sempre tento me fazer presente. Nos aniversários dela, quando eu não estou, eu entro em contato com o pai dela. A gente combina juntos", conta.
Por outro lado, segundo Fabiana, a distância também fortalece a relação.
"Quando a gente volta, dá muito mais valor às pessoas, dá valor às pequenas coisas e tu dá valor às pessoas que aqui ficaram", comenta.
VÍDEOS: Tudo sobre o RS]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/30/brasileira-relata-rotina-desafios-viver-trabalhar-cruzeiros-mundo.ghtml]]&gt;</linknoticia>
      <linkfoto>https://s2-g1.glbimg.com/xt3QBH7sqXnXzTb3b_HI0viIUH0=/1920x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/5/Z/tS1uA2TneOxNByzl9ydA/g1-8-.png</linkfoto>
      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 04:00]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 22:46:34]]&gt;</datahora>
    </item>
  </channel>
</rss>
