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    <title>Globo</title>
    <description>Globo - Ciência e Saúde</description>
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    <language>pt-br</language>
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      <title>&lt;![CDATA[Céu terá Lua Azul e microlua ao mesmo tempo entre sábado e domingo; entenda o fenômeno e como ver]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Lua cheia azul acontece neste domingo (31)
Gary Seronik
Entre a noite deste sábado (30) e a madrugada de domingo (31), o céu oferecerá um espetáculo astronômico pouco comum: a Lua Cheia que aparece no final de maio será, ao mesmo tempo, uma Lua Azul e uma microlua — dois fenômenos que raramente coincidem.
Os fenômenos podem ser vistos de qualquer região do Brasil, com ápice no fim da noite de sábado (30) e início da madrugada de domingo (31).
Fenômeno da Lua Azul poderá ser observado neste fim de semana
O que é a Lua Azul?
Apesar do nome sugestivo, a Lua não ficará azul. O termo é uma expressão do folclore astronômico para explicar a segunda Lua Cheia que ocorre dentro de um mesmo mês — situação que foge do padrão, já que o normal é termos apenas uma por mês.
Isso acontece em um ciclo de cada dois anos e é preciso uma combinação exata de fatores. O ciclo lunar dura cerca de 29,5 dias. Para que uma Lua Azul aconteça, é preciso:
Que a primeira Lua Cheia do mês caia no primeiro ou segundo dia;
Que o mês tenha 31 dias, abrindo espaço para uma segunda. 

Microlua vai acontecer ao mesmo tempo
A órbita da Lua ao redor da Terra não é um círculo perfeito, mas uma elipse. Isso significa que a distância entre os dois corpos varia constantemente.
No ponto de maior afastamento — chamado de apogeu — a Lua aparece ligeiramente menor no céu do que o habitual. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, temos a chamada microlua.
Normalmente, a Lua está a cerca de 384.000 km da Terra. Neste domingo, ela estará a 406.135 km — seu ponto mais distante do mês —, o que a tornará visivelmente menor e um pouco menos brilhante do que numa Lua Cheia comum.
A diferença, no entanto, é que esse fenômeno não é tão perceptível a olho nu.
O bônus: Antares no horizonte
Como se a combinação já não fosse suficiente, a Lua Cheia de 31 de maio ganhará um toque especial. Ao longo da madrugada, ela ficará próxima de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, conhecida por seu característico brilho avermelhado.
O contraste entre o vermelho de Antares e o prateado da Lua promete uma cena visualmente marcante. O ápice dessa aproximação aparente ocorrerá no final da madrugada, próximo ao momento em que a Lua se põe no horizonte.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/30/ceu-tera-lua-azul-e-microlua-ao-mesmo-tempo-neste-domingo-entenda-o-fenomeno-e-como-ver.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 15:03]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Por que o T. rex tinha braços 'ridiculamente pequenos'? ]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Tyrannosaurus rex
FOTOKITA/Getty Images
Um novo estudo lançou luz sobre uma possível razão pela qual o Tyrannosaurus rex e alguns outros dinossauros bípedes tinham braços tão pequenos em relação ao seu tamanho.
Os terópodes eram um grupo diverso de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros e que, apesar de enormes, tinham "braços ridiculamente pequenos", segundo o autor da pesquisa Charlie Roger Scherer, estudante de doutorado do University College London (UCL), no Reino Unido.
Os T. rex tinham cerca de 12 ou 13 metros de comprimento, mas seus braços eram de 1 metro. Eram suficientes, no entanto, para ajudá-lo no acasalamento ou a se levantar do chão.
O T. rex viveu na América do Norte há cerca de 68 milhões de anos
Roger Harris/SPL via Getty Images
O novo estudo da Universidade de Cambridge e da UCL sugere que eles podem ter perdido seus braços longos porque não eram mais úteis para capturar presas, favorecendo, em vez disso, cabeças e mandíbulas maiores e mais poderosas.
A equipe analisou 82 espécies de terópodes e constatou que o encurtamento dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos, incluindo os tiranossaurídeos, a família que inclui o T. rex.
Eles também descobriram uma maneira de medir a potência do crânio, com base em fatores como suas dimensões e como os ossos estavam fundidos.
"Examinamos as proporções entre o crânio e o tamanho do corpo e também o comprimento dos membros anteriores em comparação com o crânio e com o tamanho do corpo. Buscamos tendências", disse à BBC a coautora da pesquisa, Elizabeth Steell, de Cambridge.
Agora no g1
Evolução
A equipe constatou que o encurtamento dos membros anteriores estava mais relacionado com o desenvolvimento de crânios grandes e mandíbulas fortes do que com um aumento geral do tamanho corporal, sugerindo que braços menores não eram apenas um subproduto de corpos maiores.
Na verdade, alguns dinossauros como o Majungasaurus — um dos principais predadores que viveu onde hoje é Madagascar — tinham braços pequenos e não tinham o corpo tão grande. Ainda assim, possuíam cabeças poderosas.
"Essas adaptações frequentemente ocorreram em áreas com presas gigantes", disse Scherer, sugerindo que elas podem estar relacionadas às técnicas de caça.
O Majungasaurus era muito menor em tamanho em comparação com o T. rex e mesmo assim tinha braços muito pequenos
Kostyantyn Ivanyshen/Stocktrek Images via Getty Images
Parte da dieta dos terópodes era composta por herbívoros como os gigantescos saurópodes — animais de pescoço e cauda longos que se alimentavam de plantas.
Os pesquisadores suspeitam que o aumento na robustez do crânio pode ter sido impulsionado por um aumento no tamanho desses herbívoros, porque isso significava que os terópodes tiveram que passar a usar mandíbulas para caçar, em vez de garras, e vencer uma “corrida evolutiva”.
“Tentar puxar e agarrar um saurópode de 30 metros de comprimento com suas garras não é o ideal. Atacar e segurar com as mandíbulas poderia ter sido mais eficaz”, disse Scherer.
“A cabeça substituiu os braços como método de ataque. É um caso de 'use ou perca' — os braços não são mais úteis e diminuem de tamanho com o tempo.”
Steell afirma que alguns dinossauros ainda utilizavam seus braços, “mas seus crânios são diferentes, mais alongados e um pouco mais delicados”.
O estudo descobriu que diferentes grupos de terópodes pareciam reduzir seus membros anteriores de maneiras diferentes
Kevork Djansezian/Getty Images
Scherer reconheceu que o estudo só pôde estabelecer uma correlação entre a robustez do crânio e o comprimento do membro anterior, e não provar que um causou o outro.
Mas disse que é “muito provável” que crânios mais fortes tenham surgido antes de membros anteriores mais curtos. "Não faria sentido evolutivo que ocorresse o contrário e que esses predadores abandonassem seu mecanismo de ataque sem ter uma alternativa."
A equipe descobriu que diferentes grupos de terópodes pareciam reduzir seus membros anteriores de maneiras diferentes: alguns tinham mãos e antebraços particularmente encurtados, enquanto outros eram encurtados de maneira mais uniforme em todo o membro. Isso sugere que os diferentes grupos podem ter alcançado o mesmo resultado em caminhos evolutivos paralelos.
“Acabamos de confirmar o que muitas pessoas suspeitavam: se você tem um crânio grande, não precisa tanto dos braços”, disse Steell.
Ela acrescentou que também pode valer a pena aplicar técnicas semelhantes para medir a robustez do crânio em outros animais. "Isso será muito interessante de aplicar às aves, que também são dinossauros terópodes, mas que ainda existem hoje", disse.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/30/por-que-o-t-rex-tinha-bracos-ridiculamente-pequenos.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-30 10:10]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Desvendado o mistério dos braços curtos do T-Rex]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[O T-Rex teria desenvolvido mandíbulas extremamente poderosas à medida que seus braços encolhiam com a evolução
Dreamstime/IMAGO
O T-Rex é famoso por duas coisas aparentemente contraditórias: foi um dos predadores mais temíveis que já caminharam sobre a Terra e, ao mesmo tempo, tinha braços minúsculos que pareciam uma piada evolutiva.
Agora, um novo estudo liderado por pesquisadores da University College London (UCL) e da Universidade de Cambridge oferece novas evidências a favor de uma hipótese debatida há muito tempo: esses predadores passaram a depender cada vez mais da força de suas mandíbulas para capturar e subjugar suas presas, enquanto seus membros anteriores simplesmente se tornaram menos relevantes e diminuíram gradualmente ao longo da evolução.
Cinco linhagens e uma mesma solução evolutiva
A pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the Royal Society B, analisou dados de 85 espécies de terópodes – dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros – e encontrou evidências de que o encurtamento dos braços surgiu independentemente em pelo menos cinco grupos distintos: tiranossauros, abelissaurídeos, carcharodontossauros, megalossauros e ceratossauros.
Embora pertencessem a diferentes ramos evolutivos e vivessem em épocas e regiões muito distintas, todos desenvolveram membros anteriores notavelmente reduzidos, ainda que por meio de processos anatômicos diversos.
Agora no g1
"O Carnotauro tinha braços ridiculamente pequenos, ainda menores que os do T-Rex", afirmou Charlie Scherer, autor principal e estudante de doutorado na UCL.
Cinco grupos de terópodes desenvolveram, de forma independente, membros anteriores minúsculos
Chase Stone/REUTERS
Mandíbulas letais, braços diminutos
A análise revelou que dinossauros com crânios mais fortes e mandíbulas mais poderosas também tendiam a desenvolver braços menores. Para analisar essa relação, os pesquisadores desenvolveram um método capaz de avaliar a robustez do crânio usando diversos fatores anatômicos, como o formato da cabeça, a resistência das articulações ósseas e a força estimada da mordida.
De acordo com o estudo, o T-Rex obteve a pontuação mais alta, seguido pelo Tyrannotitan, um terópode de tamanho semelhante que viveu no que hoje é a Argentina, mais de 30 milhões de anos antes.
Essa correlação se manteve independentemente do tamanho do corpo. O Majungasaurus, um predador de Madagascar que viveu há 70 milhões de anos, pesava apenas 1,6 tonelada – um quinto do peso do T-Rex – e apresentava o mesmo padrão de cabeça robusta e braços minúsculos.
O que levou à dependência desses animais de suas mandíbulas?
A resposta, segundo os pesquisadores, provavelmente reside no tamanho de suas presas. Os mesmos ecossistemas onde esses grandes predadores surgiram também abrigavam saurópodes gigantescos, herbívoros de pescoço comprido que atingiam dimensões enormes.
Enfrentar animais desse porte teria favorecido o uso de mandíbulas capazes de morder e agarrar com força descomunal, enquanto as garras dianteiras gradualmente perderam sua utilidade como principal ferramenta de caça.
"Tentar puxar e agarrar um saurópode de 30 metros com as garras não é o ideal. Atacar com as mandíbulas pode ter sido mais eficaz", explicou Scherer.
O "Majungasaurus" de Madagascar exibia o mesmo padrão de cabeça robusta e braços pequenos que o T-Rex
Dreamstime/IMAGO
Uma possível explicação é que manter simultaneamente uma cabeça e membros anteriores de grande porte poderia implicar um alto custo energético. "É um caso clássico de 'use ou perca'", resumiu o pesquisador. Com o tempo, "a cabeça substituiu os braços como principal método de ataque".
Nem todos os terópodes seguiram o mesmo caminho
É claro que nem todos os grandes terópodes seguiram essa mesma rota evolutiva. Espinossauros e megaraptoranos mantiveram braços longos e relativamente bem desenvolvidos, combinados com crânios mais estreitos. E embora os braços do T-Rex possam parecer absurdamente pequenos na perspectiva atual, provavelmente não eram completamente inúteis.
Algumas estimativas anteriores sugerem que eles ainda conseguiam levantar mais de 100 quilos, então é possível que continuassem a desempenhar funções secundárias.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/29/desvendado-o-misterio-dos-bracos-curtos-do-t-rex.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-29 04:02]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[A longevidade não pode ser resumida à expectativa de vida ]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[No começo do mês, assisti, on-line, a diversas apresentações da Conferência de Envelhecimento Saudável (Healthy Aging), realizada pelo Programa de Medicina do Estilo de Vida da Universidade Stanford. O tema do evento, “Propósito, Poder e Diversão” (Purpose, Power and Play), vai ao encontro do conceito – cada vez mais enraizado – sobre a importância de projetos, objetivos, alegria e engajamento social na velhice.
A geriatra Louise Aronson: motivação é uma espécie de motor que nos move
Divulgação
E o que está por trás disso? A longevidade não pode ser resumida apenas à expectativa de vida e de saúde. Na verdade, tem que levar em conta o que faz nossa existência valer a pena. A sociedade entende que diversão é algo que diz respeito somente a crianças e jovens; no entanto, ela é uma ferramenta eficiente para a construção de laços em qualquer idade. 
Nas colunas de hoje e de domingo, escrevo sobre as palestras que mais me cativaram. A geriatra Louise Aronson, escritora e professora de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco, afirmou que a motivação é um fator da maior relevância para manter a saúde: “Sabemos que a recuperação é mais difícil à medida que envelhecemos, mas vejo as pessoas enfrentando com muito mais disposição uma quimioterapia, ou o processo de reabilitação após uma cirurgia, porque querem ir à formatura ou ao casamento de um neto ou neta. É uma espécie de motor que nos move”.
Aronson utilizou uma expressão que está em alta na área da gerontologia: o social prescribing, ou prescrição social. No lugar de uma receita de farmácia, trata-se de promover um ambiente que conecte as pessoas idosas a atividades, recursos e redes de proteção para promover sua saúde, autonomia e seu bem-estar. “A ciência gosta de medir tudo, o que, às vezes, pode ser meio reducionista. As conexões e o engajamento social são tão importantes quanto exercitar-se”, ressaltou. 
A gerontóloga Barbara Waxman, consultora do Centro de Longevidade de Stanford, foi enfática: “O envelhecimento não é sinônimo de declínio. Eu diria que, ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas e uma noção clara de como os outros importam”. Na sua visão, há espaço para florescer na velhice:
Barbara Waxman: “Ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas”
Divulgação
“Precisamos de bons relacionamentos. Precisamos de um propósito, que nos dará asas. Precisamos de alegria. Eu gostaria de convidar todos a embarcar no desafio de criar uma métrica sobre o que nos traz alegria. Diariamente, enumerar todos os pequenos prazeres possíveis. Pode ser o ritual do café da manhã. Ver o dia nascer. Ou, ainda, brincar com os netos, encontrar um amigo querido”. 
Reportagem dá dicas de como envelhecer bem
No domingo: Nosso modelo mental tem o potencial de nos tornar mais fortes]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/05/28/a-longevidade-nao-pode-ser-resumida-a-expectativa-de-vida.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-28 04:02]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[
Cientistas descobrem nova espécie de polvo em Galápagos]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Polvo-pigmeu-azul recém-descoberto perto das Ilhas Galápagos
Fundação Charles Darwin / AFP
Uma nova espécie de polvo foi descoberta no fundo do oceano próximo às Ilhas Galápagos, no Equador. Ele é minúsculo e azul, mas recebeu um nome comprido: Microeledone galapagensis.
A notícia é empolgante porque o polvo tem o tamanho de uma bola de golfe e porque os cientistas sabem muito pouco sobre as espécies desses animais que vivem nas profundezas do Oceano Pacífico tropical, como descrito no estudo publicado nesta segunda-feira (25) no jornal científico Zootaxa.
"Imediatamente, eu soube que era algo realmente especial. Nunca tinha visto nada parecido", conta Janet Voight, a cientista que liderou o estudo, sobre a primeira vez que viu o animal há mais de dez anos.
Em 2015, cientistas a bordo do submersível E/V Nautilus estudavam o fundo do oceano usando uma câmera operada remotamente quando avistaram o polvo a cerca de 1.768 metros abaixo da superfície da água. A tripulação a bordo do submersível coletou o animal e notou outros dois semelhantes durante sua missão em águas profundas.
Agora no g1
Quando o polvo foi levado para a Estação de Pesquisa Charles Darwin, na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, os pesquisadores não tinham certeza a qual espécie ele pertencia. Eles entraram em contato com Voight e fizeram de tudo para garantir que ela tivesse acesso ao espécime.
Desafios para a pesquisa científica
O polvo era pequeno e único, o que significava que os pesquisadores precisavam tomar medidas específicas para garantir que pudessem estudá-lo adequadamente. Seu corpo foi preservado em álcool e formalina e enviado das Ilhas Galápagos para Chicago para que Voight o examinasse no Field Museum, um dos maiores museus de história natural do mundo.
"Quando descrevemos uma nova espécie de polvo, precisamos examinar todas as partes, incluindo a boca, o bico e os dentes. E para ver essas coisas, é preciso abrir o espécime. Nós tínhamos apenas um espécime, então eu não queria desmontá-lo", disse Voight.
Ela trabalhou com uma equipe para criar microtomografias computadorizadas do polvo e montar um modelo 3D do animal, por dentro e por fora. Foi a primeira vez em seus quarenta anos de carreira estudando a evolução dos polvos que ela liderou um estudo que descreveu uma nova espécie.
"São pequenos polvos que vivem nas profundezas do mar, e quase ninguém na Terra jamais os viu. Me sinto afortunada por ter tido a oportunidade de trabalhar com eles", disse a cientista.
Por que a descoberta é tão especial?
As Ilhas Galápagos são um arquipélago de 20 ilhas que se tornou famoso graças ao biólogo Charles Darwin, que usou sua viagem às ilhas em meados de 1800 para formular sua Teoria da Evolução.
As águas que circundam as ilhas abrigam criaturas que não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra, e há uma vasta área que permanece inexplorada.
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Os polvos têm sentimentos?]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/27/cientistas-descobrem-nova-especie-de-polvo-em-galapagos.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-27 09:31]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Nasa revela seus planos para construir base lunar permanente até 2032]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Desenho de um drone no programa MoonFall da Nasa que pesquisará o Polo Sul
NASA
A Nasa divulgou detalhes de módulos robóticos de pouso, drones e veículos que pretende enviar à Lua como parte dos planos dos EUA para construir uma base lunar.
A empresa espacial Blue Origin, do fundador da Amazon Jeff Bezos, é uma das várias companhias escolhidas para construir as máquinas.
Os EUA querem levar americanos de volta à Lua antes que o presidente Donald Trump deixe o cargo em 2029.
Mas a Nasa está competindo com a China para levar humanos à superfície lunar, o que significa que a agência espacial está sob pressão para parecer estar vencendo a nova corrida espacial.
A China está avançando com seus próprios planos de levar humanos à Lua até 2030. 
Na segunda-feira (25/03), os chineses lançaram sua espaçonave Shenzhou-23, enviando uma equipe de astronautas para a estação espacial Tiangong do país.
Em março, a Nasa anunciou um programa de US$ 20 bilhões para construir uma base permanente alimentada por energia nuclear e solar no polo sul da Lua até 2032.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse na terça-feira (26/05) que os anúncios significam que os EUA "nunca mais abrirão mão da Lua".
Uma base permitiria aos EUA realizar experimentos científicos, potencialmente explorar recursos valiosos e viajar para Marte com mais facilidade.
Agora no g1
Mas a maioria dos especialistas concorda que o cronograma da Nasa não é realista. 
Apesar do sucesso dos EUA em enviar quatro astronautas ao redor da Lua em sua missão Artemis 2 em abril, alguns cientistas acreditam que a China provavelmente será o próximo país a levar humanos à superfície lunar.
"Não me surpreenderia nem um pouco se a China chegasse lá primeiro", disse à BBC Simeon Barber, cientista lunar da Open University, citando os contratempos da Nasa em garantir uma nave capaz de pousar humanos na Lua.
O programa Ignition Moon Base da Nasa tem três fases.
Antes de os humanos viajarem até lá, a agência espacial quer enviar módulos robóticos de pouso e drones para explorar e mapear o terreno desafiador da Lua.
Veículos de transporte também seriam levados, capazes de transportar astronautas pela superfície lunar e carregar instrumentos científicos e de comunicação.
Na terça-feira, a Nasa disse que empresas como Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic foram contratadas para construir as máquinas.
A Nasa publicou desenhos artísticos de uma base lunar com habitações, sistemas de energia e veículos robóticos
NASA
A Nasa quer que o módulo de pouso lunar da Blue Origin, chamado Endurance, seja capaz de realizar pousos precisos, além de navegação e controle autônomos.
Espera-se que o módulo de pouso Griffin-1, da Astrobotic, pouse na cratera Nobile, perto do Polo Sul.
As máquinas também fornecerão instrumentos científicos para a Nasa, incluindo câmeras de alta resolução e ferramentas que usam luz laser refletida para ajudar a nave a pousar.
Essa exploração robótica deve durar até 2029, com 25 lançamentos e 4 toneladas de carga pousadas na Lua, disse Carlos García-Galán, executivo do programa Moon Base na terça-feira.
Em seguida, a Nasa quer construir instalações de energia nuclear e solar na Lua, incluindo reatores de fissão.
Em 2032, a agência espacial quer que os humanos possam viver na Lua em habitações “semipermanentes”.
Veículos também permitiriam que astronautas percorressem longas distâncias pela superfície rochosa.
O Polo Sul da Lua é particularmente atraente porque água congelada poderia ser usada para consumo ou para produzir oxigênio.
No entanto, os planos da Nasa dependem da preparação de uma espaçonave capaz de transportar humanos com segurança até a Lua.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, foi contratada para construir uma nave chamada Starship Human Landing System, mas enfrentou vários contratempos e atrasos.
“A etapa mais crítica é colocar os astronautas na superfície”, explica o cientista lunar Simeon Barber.
“Me parece que [a Nasa] sente que está em uma posição em que precisa começar a dizer que tem planos. Então, acho que há muita vontade política por trás disso”, diz ele.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/27/nasa-revela-seus-planos-para-construir-base-lunar-permanente-ate-2032.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-27 07:07]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Portugal aposta em cápsulas reutilizáveis e quer entrar na nova corrida espacial europeia]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Primeiro pouso na água na UE deverá ser da cápsula de transporte Phoenix, da empresa alemã Atmos Space Cargo.
Atmos
Foguetes lançados a partir dos Açores transportam satélites construídos em Portugal para o espaço; suas cápsulas espaciais reutilizáveis retornam ao Oceano Atlântico, próximo ao arquipélago. Um sonho? Por enquanto, sim, mas em breve se tornará realidade – pelo menos em parte.
Portugal quer se tornar uma grande nação espacial. O país aposta em seus engenheiros altamente qualificados, na cooperação europeia e numa pequena ilha.
"Portugal se modernizou significativamente nos últimos 20 anos. Nossas universidades formam engenheiros excepcionais. Criamos capital humano que podemos desenvolver", explica o presidente da Agência Espacial Portuguesa (fundada em 2019),  Ricardo Conde.
Cerca de duas mil pessoas altamente qualificadas trabalham no setor espacial em cerca de 80 empresas que geraram 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) em receitas no ano passado. Este ano serão muito mais. Tudo isso, explica Conde, "porque temos mais uma carta na manga: os Açores."
VEJA TAMBÉM:
Agora no g1
Base de lançamento nos Açores
Um porto espacial português está em construção na pacata ilha de Santa Maria, no Açores. A nave de carga europeia Space Rider está prevista para aterrissar lá em 2028. Ela deverá pousar com paraquedas gigantes ao lado de uma antiga pista construída pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial e que hoje está praticamente sem uso.
"Está previsto que um foguete lançará um satélite sul-coreano em órbita a partir dali em 2030. Várias antenas de comunicação por satélite já operam em Santa Maria", acrescenta Ivo Vieira, da AED Cluster Portugal, a associação da indústria espacial.
Um Cabo Canaveral português, então? "Muito menor e mais um complemento ao porto espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa", explica Bruno Carvalho, da operadora do porto espacial Atlantic Spaceport Consortium (ASC). "Seremos um local de lançamento economicamente viável para foguetes menores com satélites menores. E dentro da União Europeia, o que é estrategicamente muito importante."
E no meio do Atlântico, ou seja, em local desabitado. Isso é um fator positivo e importante para espaçonaves reutilizáveis que poderão aterrissar ali. Espera-se que 35 pessoas trabalhem no local quando tudo estiver concluído.
Trata-se de uma infraestrutura relativamente simples, que é mais barata do que a grande concorrente americana. E que utilizará recursos locais e, assim, fortalecerá a economia da ilha. "Talvez possamos até trazer de volta os jovens que deixaram a ilha", diz Carvalho.
Primeiro pouso na água na UE
O primeiro pouso na água nos Açores está previsto para o segundo semestre de 2026. "As autoridades portuguesas aprovaram o primeiro pouso na água em território da UE para a cápsula de transporte Phoenix 2.1", afirma a portuguesa Marta Oliveira, cofundadora da empresa alemã Atmos Space Cargo.
Marta Oliveira, da empresa alemã Atmos Space Cargo Marta Oliveira, da empresa alemã Atmos Space Cargo 
Autoridades portuguesas aprovaram o primeiro pouso na água em território da UE para a cápsula de transporte da empresa alemã Atmos Space Cargo, diz cofundadora Marta OliveiraFoto: Atmos Space Cargo
O objetivo é lançar satélites ao espaço de forma econômica, através de cápsulas espaciais reutilizáveis. Atualmente, os lançamentos são feitos pela americana SpaceX. "Mas também estamos em negociações com empresas europeias."
O pouso está previsto para o Oceano Atlântico, próximo à ilha açoriana de Santa Maria. "O porto espacial da ASC facilita a logística e coordena o contato com as autoridades locais. Isso é ideal para nós."
Faltam apenas os próprios satélites. "Existem três centros em Portugal que deveriam fabricar satélites", diz Conde. "Um está sendo construído pelo consórcio CEiiA no Porto, no norte do país; outro pela multinacional Open Cosmos na cidade universitária de Coimbra, região central; e um terceiro em Lisboa, que trabalha principalmente em cooperação com as Forças Armadas."
Trata-se de satélites menores para aplicações comerciais, militares e mistas, como comunicações, observação da Terra e dos oceanos e – cada vez mais importante – combate a incêndios florestais.
Satélites pequenos, mas eficientes
O consórcio CEiiA, que também atua nos setores automotivo e aeroespacial, é um dos principais atores nessa área. "Entramos no setor espacial em 2018", diz André Dias, responsável pela divisão de Downstream. "Nosso objetivo é construir uma indústria para satélites de alta resolução."
Para isso está previsto outro centro nonorte de Portugal, próximo à cidade de Guimarães, em parceria com a cidade e sua universidade. "Queremos quadruplicar ou quintuplicar nossa capacidade de produção."
Atualmente, a CEiiA consegue construir quatro satélites civis por ano, com peso de até 500 quilos. Mas a procura está em constante crescimento e, com o aumento da capacidade, Portugal poderá também atrair contratos internacionais.
A palavra de ordem é descentralização. "Das grandes potências espaciais europeias, como a Alemanha e a França, para países mais pequenos como Portugal. Trata-se de uma espécie de democratização dos voos espaciais. Estamos nos especializando em satélites menores, que custam entre 20 milhões e 30 milhões de euros, e não nos grandes, que podem custar até 500 milhões", explica Dias.
No entanto, os planos da Agência Espacial Portuguesa estão longe de ser modestos. "Até 2030, teremos 30 satélites no espaço, alguns em cooperação com a Espanha", projeta Conde. "Queremos atrair parceiros internacionais para o país para colaborarem, estamos nos concentrando em iniciativas europeias." Incluindo, claro, o setor militar, que vem ganhando cada vez mais importância na Europa.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/27/portugal-aposta-em-capsulas-reutilizaveis-e-quer-entrar-na-nova-corrida-espacial-europeia.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-27 02:00]]&gt;</pubdate>
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    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Missões para construção de base na Lua devem começar neste ano, afirma Nasa]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Conceito artístico da fase 3 da base da Nasa na Lua
Nasa
A Nasa detalhou nesta terça-feira (26) os planos para a construção de uma base fixa na Lua. 
Ao anunciar as novidades, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou as dificuldades do processos e da instalação de uma base na Lua, citando o clima extremo, a incidência de radiação e o terreno acidentado.
"A base na Lua é tão bonita quanto pode ser hostil", afirmou.
Isaacman detalhou as três primeiras missões previstas ainda para 2026. O objetivo central é aprofundar o conhecimento da Nasa sobre a Lua:
Moon Base I: pretende levar equipamentos científicos para a região do Polo Sul lunar e reduzir os riscos para futuros exploradores astronautas. Prevista para o segundo semestre de 2026.
Moon Base II: missão contará com a maior carga útil já entregue à superfície lunar, com mais de 500kg de carga de uma única vez. Tem como objetivo amadurecer as capacidades necessárias para suportar o carregamento de um futuro veículo lunar.
Moon Base III: vai expandir o conhecimento sobre a superfície lunar, além de levar cargas escolhidas por meio de competição aberta, bem como por parceiros internacionais. A ideia é entender como uma futura estrutura na Lua pode performar em condições de clima e terreno extremas.
As missões Moon Base I e III devem ser realizadas também antes do fim de 2026.
"Essas são as primeiras de mais de uma dúzia de missões que devem ser anunciadas com o objetivo de retornar à Lua e construir a base lunar", explicou.
A diretora de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração, Lori Glaze, destacou a importância da missão Artemis II, de sobrevoo da Lua, no processo de instalação da futura base lunar. (relembre abaixo)
LEIA MAIS:
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Fases para a instalação da base
A Nasa também detalhou as etapas previstas para a instalação da base lunar. De forma geral, o processo será dividido em três grandes fases:
Fase 1: construção, teste e aprendizado
Começa já em 2026 e deve se estender até 2029. Nesse período deve ser realizada a primeira missão tripulada. Deve contar com 25 lançamentos e 21 pousos.
Fase 2: estabelecimento da infraestrutura
Com missões tripuladas semi-anuais, etapa deve durar de 2029 a 2032. É nesse momento que está prevista a construção da insfraestrutura primária na Lua.
Fase 3: presença humana sustentada
A partir de 2032, a ideia é que se haja o estabelecimento fixo e presença constante da astronautas da agência na Lua.
Sobrevoo da Lua na Artemis II
Artemis II inicia retorno para a Terra
Nasa/Reprodução
A Artemis II, lançada em abril de 2026, foi a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972. Mas a missão realizou somente um sobrevoo e não um pousou no satélite.
➡️Diferentemente das missões Apollo, objetivo era testar todos os sistemas necessários para futuras missões: a cápsula Orion, o foguete Space Launch System (SLS) e os protocolos de segurança para voos tripulados em espaço profundo.
A ideia era preparar o terreno para o pouso lunar da Artemis III que, ainda de acordo com Isaacman, está prevista para 2027.
Essa missão deve marcar o retorno de astronautas à superfície lunar — incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar na Lua — e abrir caminho para uma presença mais contínua no satélite natural.
Cancelamento da estação espacial na órbita
Em março, a Nasa havia anunciado o cancelamento dos planos de implantar uma estação espacial na órbita lunar. A agência optou por realocar os recursos para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua nos próximos sete anos.
"Não deve ser surpresa para ninguém o fato de estarmos interrompendo o Gateway em sua forma atual e nos concentrando na infraestrutura que suporta operações sustentadas na superfície lunar", disse Isaacman, na época.
A estação Lunar Gateway foi projetada para ser uma estação espacial estacionada em uma órbita lunar. Reaproveitar a nave para uma base na superfície lunar não é simples.
"Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros objetivos do programa", disse Isaacman.
A Lunar Gateway foi projetada para servir tanto como plataforma de pesquisa quanto como estação de transferência que os astronautas usariam para embarcar nos veículos de pouso lunar antes de descer à superfície lunar.
Asteroide 2024 YR4 não vai mais atingir a Lua em 2032, mostram novos cálculos da NASA]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/26/nasa-plano-base-lua.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-26 15:06]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
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    <item>
      <title>&lt;![CDATA[O que explica resistência da Grande Pirâmide de Gizé a terremotos]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Pirâmides do Egito. 
Osama Elsayed/ Unsplash
Erguida há cerca de 4,6 mil anos, a Grande Pirâmide de Gizé (também conhecida como Pirâmide de Quéops), no Egito, resistiu a terremotos sem grandes danos durante todo esse tempo. Saiu ilesa de tremores como os de 1847, com magnitude de 6,8 pontos, e de 1992, de 5,8 pontos.
Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), do Egito e publicado na revista Scientific Reports, analisou essa façanha.  
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Saber acumulado ao longo de gerações
O estudo demonstra que "os antigos construtores egípcios possuíam conhecimentos práticos e empíricos excepcionais, acumulados ao longo de gerações", afirma o primeiro autor do artigo, Mohamed ElGabry, à agência de notícias EFE.
A Pirâmide de Gizé, segundo ele, é testemunho da excelência técnica dos antigos construtores egípcios, capazes de erguer monumentos com estabilidade estrutural notável. Suas técnicas foram desenvolvidas por tentativa e erro, sem as teorias modernas da sismologia e da mecânica dos solos.
Não há provas diretas de que a pirâmide tenha sido projetada especificamente para resistir a terremotos. O objetivo, explica ElGabry, era construir o monumento "mais estável e durável possível".
O pesquisador considera provável que muitas das características que contribuem para o bom comportamento da pirâmide durante os terremotos tenham sido escolhidas principalmente por motivos de estabilidade estática e durabilidade.
"Seu excelente comportamento sísmico parece ser um efeito colateral muito positivo da extraordinária intuição engenheira [dos construtores]", indica ElGabry.
Como a pirâmide vibra durante um sismo
Os pesquisadores registraram as vibrações ambientais geradas pela atividade humana ou por mudanças climáticas em 37 pontos ao redor da pirâmide, incluindo suas câmaras internas, blocos de construção e solo adjacente.
Os resultados indicam que a estrutura tem uma frequência natural de vibração. Ou seja, a maior parte da grande pirâmide vibra com uma frequência natural muito semelhante, entre 2 e 2,6 hertz.
Isso indica que "todo o monumento se comporta como uma estrutura altamente coerente e bem integrada, em vez de um conjunto de partes conectadas de forma frouxa". Essa homogeneidade reduz as tensões internas durante os tremores, explica.
Outra característica importante que a protege dos terremotos é o fato de a frequência da pirâmide ser bastante diferente da do solo ao redor, o que ajuda a evitar a ressonância — uma amplificação perigosa que ocorre quando uma estrutura "vibra em uníssono" com o solo.
Geometria, fundações e projeto interno: as chaves da resistência sísmica
Entre as características que lhe conferem essa resistência, o cientista destacou a base extremamente larga e o baixo centro de gravidade. A isso soma-se uma geometria altamente simétrica, a redução gradual da massa em direção ao topo e a construção sobre um leito de rocha calcária sólida.
Além disso, o sofisticado projeto interno, em especial das câmaras de alívio localizadas sobre a Câmara do Rei, desempenha um papel fundamental.
As medições revelaram que a amplificação das vibrações diminui no interior dessas câmaras, apesar de estarem em maior altura, o que sugere que elas têm um papel importante na dissipação da energia sísmica e na proteção da Câmara do Rei.
Além disso, a base sobre a qual a pirâmide foi construída — um planalto de pedra calcária sólida e resistente — influencia de forma "muito significativa" a mitigação dos riscos de um terremoto.
Uma fundação sólida é um dos fatores mais importantes para a resistência sísmica, pois minimiza a amplificação do solo e os assentamentos diferenciais.
Nesse caso, os dados confirmaram que a fundação apresenta um baixo índice de vulnerabilidade sísmica, declarou o pesquisador.
Mais de quatro mil milênios após sua construção, a Pirâmide de Quéops permanece em "muito bom estado estrutural", observa ElGabry. E o estudo confirma que "seu projeto original continua oferecendo proteção eficaz contra as forças sísmicas".
Desde que não haja danos internos graves nem mudanças significativas nas fundações, conclui, a pirâmide deve continuar resistindo bem a possíveis terremotos futuros.]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/05/26/o-que-explica-resistencia-da-grande-piramide-de-gize-a-terremotos.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-26 05:06]]&gt;</pubdate>
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    </item>
    <item>
      <title>&lt;![CDATA[Unidos pela língua, separados pela desigualdade]]&gt;</title>
      <description>&lt;![CDATA[Entre os dias 13 e 15 de maio, o Rio de Janeiro sediou o 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa – que, a propósito, são nove: em ordem alfabética, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Unidos pela língua, separados pela desigualdade:
Há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos).
A mortalidade materna na Guiné-Bissau é 34 vezes superior à de Portugal.
As despesas em saúde per capita variam em até cem vezes dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Determinantes sociais e desigualdade: há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos)
Tim Donahue para Pixabay
Esses foram alguns dos dados apresentados por Ann Lindstrand, pediatra sueca que se expressa num português bastante razoável e é representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde. O cenário é ainda pior quando se pensa em termos planetários. De acordo com a entidade, a disparidade na expectativa de vida entre as nações chega a 33 anos; nas mais pobres, o índice de mortalidade de crianças menores de 5 anos é 13 vezes maior. No Brasil, enquanto se estima que um homem negro em Alagoas viva 66,7 anos, uma mulher branca em Santa Catarina pode viver, em média, 80,9 anos. Os dados são do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social) em parceria com o Cedeplar/UFMG.
E o que está por trás desse panorama? Os chamados determinantes sociais de saúde, que vão muito além das escolhas pessoais. Eles englobam as condições em que os indivíduos nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem. Imagine um enorme guarda-chuva socioeconômico e cultural que abriga todos os aspectos que afetam nossa existência: educação, moradia, trabalho, saneamento, segurança alimentar, riscos ambientais e o próprio acesso aos serviços de saúde. O estilo de vida de cada um está intimamente relacionado com todas essas variáveis. Quando elas falham, os resultados são sombrios:
Populações com menor rendimento representam o maior volume de atendimentos hospitalares e apresentam a maior taxa de mortalidade.
Condições habitacionais deficientes aumentam doenças respiratórias e problemas de saúde mental.
Desemprego e precarização laboral sobrecarregam os cuidados de emergência.
“Os sistemas de saúde são um modelo de atrasos: para que o paciente chegue aos cuidados iniciais e os receba; e depois, numa etapa posterior e mais complexa, para ter acesso aos cuidados de referência”, afirmou Lindstrand. A médica recorreu a uma declaração da própria OMS que sintetiza o paradoxo da situação: “Por que deveria o setor de saúde apenas curar as pessoas para devolvê-las às condições que as adoeceram inicialmente?”.
É importante que países que têm laços culturais compartilhem informações e boas práticas e, principalmente, formulem políticas públicas para reduzir a desigualdade e promover a equidade. Afinal, os fatores de risco modificáveis são de conhecimento geral, mas exigem uma resposta estrutural: 
Alimentação inadequada: dietas pobres em vegetais e ricas em ultraprocessados estão associadas à mortalidade cardiovascular.
Sedentarismo: contribui para obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.
Tabagismo e álcool: são responsáveis por um número expressivo de mortes e casos de câncer. 
Poluição atmosférica: impacto direto no desencadeamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
Alterações climáticas: acarretam ondas de calor, eventos extremos e a redistribuição de vetores de doenças infecciosas.
Vidas: 24% das mortes globais estão ligadas a questões ambientais e o custo anual da poluição está na casa dos 820 bilhões de dólares.
Projeto “Conversações de Além-Mar” aproxima autores e leitores lusófonos]]&gt;</description>
      <linknoticia>&lt;![CDATA[https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/05/26/unidos-pela-lingua-separados-pela-desigualdade.ghtml]]&gt;</linknoticia>
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      <pubdate>&lt;![CDATA[2026-05-26 04:02]]&gt;</pubdate>
      <datahora>&lt;![CDATA[30/05/2026 21:49:10]]&gt;</datahora>
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